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quinta-feira, 22 de maio de 2014

FAZER O BEM FAZ BEM!

Gentileza, educação, palavras de conforto, trabalho voluntário, doações... pequenas atitudes que, além de ajudar o próximo, trazem benefícios para quem pratica e também para a saúde!

O ser humano é um ser social, gosta de viver em grupos e sente prazer quando, de alguma forma, ajuda ou colabora para o bem estar do outro. É sempre bom fazer o bem para as pessoas, é prazeroso poder ajudar, ser solidário e participativo com as pessoas a sua volta e com a sua comunidade: faz parte da natureza humana colaborar para o bem estar do outro dentro de suas possibilidades e limites.

Percebemos melhor este comportamento humano quando há situações de calamidade pública: as pessoas mobilizam-se rapidamente para arrecadar alimentos, fundos e prestar assistência aos necessitados.

Fazer o bem faz bem porque proporciona uma satisfação pessoal e bem estar saber que se fez o bem, que se proporcionou ao outro algo positivo e que, de alguma forma, você foi o responsável por isso. Trabalhos voluntários são um exemplo: o simples fato de saber que você colaborou de alguma forma para que a vida do outro melhorasse em pelo menos algum aspecto, traz uma agradável sensação de bem estar.

Os benefícios de fazer o bem são sentidos no organismo: sensação de alegria, de bem estar, de prazer. Do ponto de vista psicológico, a consciência de que se foi responsável pelo bem estar da pessoa, de alguma forma, traz uma sensação de dever cumprido, de realização pessoal. É como se a pessoa pensasse: eu ajudo, colaboro, faço o bem e espero que as outras pessoas façam o mesmo comigo se em algum momento eu necessitar. Isso não quer dizer que as pessoas façam o bem para o outro somente porque esperam uma recompensa ou retribuição: embora algumas pessoas ajam desta forma, pensando em se promover diante dos demais, a maioria absoluta faz o bem apenas pelo prazer de fazê-lo, não pensando em si, mas focado apenas em proporcionar o bem estar ao outro.

Pessoas hostis e antissociais costumam ser pessoas amargas que, por alguma razão, passaram por algum sofrimento no passado, que continuam sofrendo e que temem sofrer novamente: por isso, mantêm distância das outras pessoas e evitam ser solidários. Essas pessoas pensam que, agindo desta forma, evitam o sofrimento novamente, mas, agindo assim, elas colaboram para que seu sofrimento permaneça e até se eleve, porque não sentem o prazer de conviver em grupos, de ajudar ao próximo e de ter a sensação de bem estar que a ajuda ao outro proporciona. Ou seja: permanecem sofrendo cada vez mais e, com suas atitudes hostis, promovem cada vez mais o afastamento das outras pessoas a sua volta, o que gera ainda mais sofrimento. É um círculo vicioso sem fim!
Pequenas atitudes no dia a dia colaboram e muito para que você sinta o prazer de fazer o bem: dar o seu lugar para uma pessoa mais velha se sentar; ajudar alguém a atravessar a rua; carregar os pacotes de alguém; dizer bom dia, boa tarde; sorrir para o outro no elevador; fazer um trabalho voluntário. Pessoas que fazem o bem costumam ter atitudes de cidadania e de respeito para com os outros a sua volta.

domingo, 27 de abril de 2014

Cães pegam metrô em Moscou

Os cães de rua em Moscou aprenderam a usar o sistema de metrô imenso e complexo da cidade, eles conseguem entrar e sair em suas paradas regulares normalmente. Os passageiros do metrô ao redor deles estão tão acostumados com a presença dos cães que não se incomodam e os deixam ficar tranquilamente sentados nos bancos.

Nessa bagunça que é o Brasil era pra acontecer isso também, permitirem o acesso livre dos animais e respeitar a presença deles em lugar público, mas a gente não vai ver isso acontecer, nunca! Pelo contrário, só sabem enxotar os animais.


Mãe fotografa cachorra e bebê como se fossem gêmeos

A fotógrafa Grace Chon está fazendo sucesso na internet com fotos de seu bebê e sua cachorra, como se fossem gêmeos.


Usando acessórios iguais, a fofura da dupla encantou muitas pessoas e ganhou destaque em diversos sites.
Grace Chon é fotógrafa profissional especializada em animais, imagens de estilo de vida e celebridades com seus bichos de estimação. Ela mora em Los Angeles e faz essas fotos em seu tempo livre.

Zoey é uma cachorra resgatada há 7 anos por Grace em Taiwan. E Jasper é um bebê de 10 meses de idade com descendência chinesa e coreana.

Veja as fotos dessa dupla encantadora:




sábado, 5 de outubro de 2013

Cães e calopsitas auxiliam no tratamento de pacientes de hospital no Rio



A ciência já provou que o contato com animais faz muito bem à saúde humana. Agora, pacientes psiquiátricos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, estão comprovando isso na prática. Uma vez por semana, cães do projeto Pêlo Próximo - que oferece pet terapia com cães e calopsitas - visitam o serviço de psiquiatria da unidade e passam a tarde em atividades lúdicas com os pacientes, a fim de facilitar a comunicação entre eles e os terapeutas e como alternativa de inserção social.

- Nosso trabalho visa auxiliar o profissional da área de saúde, e para isso, levamos o animal devidamente preparado para esse tipo de atendimento. As grandes vantagens dos animais são seu amor incondicional, sua capacidade de adaptação e, principalmente, o fato de jamais julgarem. Para eles não existe preconceito - explica Roberta Araújo, coordenadora do projeto Pêlo Próximo.

Na pet terapia, os pacientes têm a oportunidade de trabalhar a motricidade, estimular o raciocínio e encontrar motivação por meio do contato com os animais, visando aos benefícios terapêuticos, à melhoria na saúde física, emocional e mental e à mudança na rotina de vida diária.

O projeto Pêlo Próximo conta hoje com uma equipe multidisciplinar de profissionais da área de saúde, voluntários, 20 cães co-terapeutas e duas calopsitas que realizam atividades com pacientes.

Fonte: Jornal Extra

Série de fotos mostra pessoas e seus melhores amigos caninos

É sabido que os cachorros são os melhores amigos dos seus donos. Mas Dan Balilty foi um pouco mais longe e tentou captá-los como complemento um do outro. Com a belíssima série Dog’s Best Friend ele retrata pessoas em seus apartamentos, acompanhados pelos pets, muitos deles resgatados de abrigos.
O projeto o deixou definitivamente convencido de que um retrato de um dono de cachorro não fica completo sem o pet do lado: “os cães são parte da história”. E vai mais longe: em pequenos apartamentos como os retratados, muitas vezes apenas o sofá tem lugar para todos. E até o maior dos donos parece um puppie do lado dos cachorros – “é como se os cães fossem os donos da vida das pessoas”.
Balilty fotografou amigos, mas muita gente com quem se cruzou nas ruas de Tel Aviv, Israel, de onde é natural. E descobriu que nunca tinha fotografado pessoas de forma tão natural e bonita como quando estão com os pets: é como se as pessoas virassem “uma melhor versão delas próprias”.
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Fonte: Hypeness

Série fotográfica mostra de perto as interações dos humanos com os animais

Antes de sonhar em ser fotógrafo, Corey Arnold já era um caçador furtivo, perseguindo pássaros no seu quintal, e pescador iniciado, por conta da influência de seu pai. E se o instinto para a caça se revelava apurado, a verdade é que Arnold sentia depois uma profunda tristeza pelo que tinha feito. Uma ambiguidade que ilustra bem a relação dos humanos com os animais.

Hoje, além de fotógrafo, Arnold é pescador de caranguejos no Alaska, o que prova que a paixão pela caça não desapareceu. E é essa experiência que permite que o fotógrafo veja a relação da perspectiva dos animais. A série Human Animals veio, por isso, de forma natural.


“É uma série de situações curiosas com animais que eu fui encontrando ao longo da minha vida recente”, explica Arnold. Uma série inacabada, abrangendo acontecimentos reais e projetados. O objetivo final é criar imagens “que são por vezes brutais e muitas vezes ridículas, que é como eu experiencio o mundo que compartilhamos com os animais”.
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Fonte: Hypeness


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Musicoterapia para cachorros

Animais com problemas emocionais ou comportamentais podem usufruir dos benefícios da musicoterapia, que é aplicada com apenas algumas adaptações em relação à técnica usada em pessoas. “Em humanos trabalhamos com semiótica da canção. Com os cachorros usamos basicamente a anamnese (entrevista para levantamento do histórico do paciente)”, explica a musicoterapeuta Emanuela Garcia Bastos, da FisioPet.
No tratamento das síndromes emocionais, como depressão, hiperatividade, agressividade, carência afetiva e síndrome do abandono (que envolve questões familiares, como o animal parar de comer quando o dono viaja), a musicoterapia pode ser o único tratamento. “Nessas situações o cachorro pode adotar uma atitude até mesmo de automutilação, casos em que a musicoterapia traz resultados satisfatórios”, diz a terapeuta.
Já nos problemas físicos, patologias ortopédicas e neurológicas ela aparece como tratamento coadjuvante. “Se o cachorro apresenta uma arritmia cardíaca, entramos com uma música no mesmo ritmo dos seus batimentos cardíacos para tentar tranquilizá-lo, mas a musicoterapia não exclui a necessidade do tratamento medicamentoso”, avisa.
Nos cães hiperativos o tratamento é iniciado com uma música que se assemelhe ao seu ritmo, para fazê-lo se envolver com a terapia. “Depois vamos mudando as canções, inserindo outras com ritmos mais lentos e assim o animal vai ‘desacelerando’”, explica Emanuela.
Fisioterapia
Nas sessões de fisioterapia, por exemplo, a técnica tem sido utilizada para tranquilizar o cão. “Em animais agressivos, às vezes a agressividade está relacionada à dor. Com a musicoterapia o animal relaxa, se entrega, proporcionando um melhor desempenho da fisioterapia”, exemplifica a profissional.
Segundo a veterinária Laryssa Petrocini Rosseto, com a conjunção das duas terapias a resposta aparece de forma mais rápida. “Um animal que fica tenso e relutante durante a sessão [de fisioterapia], tende a segurar mais a tensão muscular e com isso gerar mais dor nos locais afetados. Com a musicoterapia o animal tende a aceitar mais a manipulação do terapeuta e, assim, os efeitos surgem de maneira mais evidente”, explica Laryssa.
Sessão usa músicas e instrumentos
Segundo a musicoterapeuta, a anamnese é o primeiro passo para descobrir o repertório musical com que o animal se identifica, de acordo com os hábitos da família e suas particularidades. “Não vou tratar somente o animal. A anamnese é feita também com os proprietários, para avaliar sua identidade sonora, que chamamos de ISO, para encontrarmos uma harmonia que o cão já conheça, como músicas que a família ouve”, explica a musicoterapeuta Emanuela Garcia Bastos.
Durante 45 minutos, com o uso de gravações e instrumentos musicais como xilindró, pau de chuva, caxixi, sino, pandeiro, maraca e reco-reco, a musicoterapeuta trabalha as dificuldades do animal. “Em cachorros com estresse por conta do medo de chuva, por exemplo, entramos com sons como caxixi, depois pau de chuva e vamos ‘dessensibilizando’, até que ele se acostume ao som”, detalha.
Segundo Emanuela, a música atinge vários órgãos e sistemas dos animais, como o cérebro, os pulmões, o aparelho digestivo, sangue e sistema circulatório, pele, músculos e até o sistema imunológico.
“Com a vibração sonora, a onda musical atinge o animal. Em casos de problema cardíaco a respiração acentuada cria um ritmo contínuo, regulando a função dos órgãos. Mas tudo vai depender da altura, do timbre e do volume da música”, ressalta.

Cadela amputada anda em apenas duas patas

Casos de maus tratos contra animais são, infelizmente, cada vez mais comuns no noticiário jornalístico. Mas a história da cadelinha Manuela impressiona pelo desfecho. Após cair de uma laje e não ser socorrida pelo próprio dono, o animal precisou amputar as duas patas esquerdas.

Para a surpresa de todos os funcionários da Coordenadoria de Proteção à Vida Animal (Coprovida) de Santos, Manuela não somente consegue andar, como também se levanta e come sozinha. “Em mais de 20 anos lidando com animais, eu nunca vi um cão amputado conseguir andar e correr só com as patas de um lado do corpo. A recuperação dela é impressionante”, afirma a responsável pela Coprovida, Leila Abreu.

Uma das explicações para tamanha resistência é a idade do animal: Manuela tem pouco mais de um ano. Além de ser muito dócil, também é muito ativa. A Manu – como também é chamada pelos funcionários da Coprovida – adora correr e brincar como qualquer cão jovem. A outra razão para Manuela conseguir se equilibrar só com as patas direitas é o porte físico semelhante aos cães da raça whippet, cujo corpo é esbelto e com forma anatômica ideal para atingir grandes velocidades. “Só conhecia a história de um whippet, nos Estados Unidos, que anda com as laterais. No Brasil, é a primeira vez que vejo um animal como a Manuela”, destaca Leila. 

Ela se refere a Dominic, um greyhound (galgo inglês, semelhante aos whippets), que teve as duas patas direitas amputadas após ser atropelado. No caso de Manuela, o motivo da retirada das duas patinhas esquerdas foi a crueldade.
Omissão
Há três meses, a cadela foi levada à Coprovida por uma mulher que estava hospedada na casa dos donos de Manuela. Na ocasião, ela contou que esperou os proprietários saírem do imóvel, na Zona Noroeste, para buscar ajuda porque não aguentava mais ver tanto sofrimento. Após cair da laje, o animal teve fraturas expostas nas duas patas esquerdas. “Mas os donos abandonaram a cadela machucada no quintal durante 15 dias. Devido à dor, ela não conseguia se alimentar. Por isso, também chegou aqui desnutrida”, lembra a coordenadora da Coprovida. 

O responsável pela cadela foi intimado a comparecer no órgão da Prefeitura. Ele foi multado em R$ 1 mil por maus tratos e omissão de socorro. De acordo com Leila, a multa varia de R$ 50,00 a R$ 1 mil. “Aplicamos a multa mais alta. Além disso, a Manuela ficou sob a nossa guarda porque avaliamos que se ela fosse entregue aos donos correria risco”.

Recuperação
A cadela foi submetida a duas cirurgias ortopédicas para a colocação de pinos nas patas fraturadas. Mas, o procedimento não teve sucesso por causa de um quadro infeccioso. “Como ela permaneceu muito tempo sem cuidados médicos, a infecção acabou atingindo os ossos. Por isso, os pinos não se fixaram. A única saída foi amputar os dois membros”, explica Leila.

Manuela teve a pata dianteira amputada há um mês. Na semana passada, foi a vez da pata traseira. “Apesar de a operação ser recente, ela logo começou a correr e brincar. Ficamos todos muito impressionados com a vontade de viver da Manu”, diz a responsável pela Coprovida

Dona cria diário em vídeo de pug com pata amputada

O caso do cãozinho Ed está comovendo a Internet. O bichinho com a pata traseira direita amputada se tornou uma celebridade da web depois que uma sessão de um canal no YouTube, especializado em pugs, foi criada exclusivamente para servir como um tipo de diário do animal. No vídeo mais recente, que mostra o cachorro caminhando com uma perna mecânica, por exemplo, já são mais de 45 mil visualizações – dois terços do total de views do canal inteiro.
Tudo começou com um texto no Facebook, chamado de “Three legged Ed” (Ed de três pernas). Nesta publicação, toda a trajetória do cão é retratada com textos e fotos. O cachorro, de 10 meses, vem sendo tratado em um abrigo de animais chamado de Pug Rescue & Adoption Victoria Inc, na Austrália. O curioso é que a causa da perda da pata não é conhecida, porém dizem que o bichinho ficou sem o membro por conta de uma mordida da mãe quando ele ainda era um filhote.
A campanha em torno do pug começou com o intuito de auxiliar o cão a receber um tratamento mais especializado. E deu certo. Depois de ser analisado por veterinários em março, ele recebeu uma prótese em junho. O objeto foi importado dos Estados Unidos e feito especialmente para o animal, que em um vídeo publicado há duas semanas no YouTube, provou já estar bem adaptado ao acessório.
No canal do YouTube, já foram publicados quatro vídeos relacionados ao diário de Ed, que totalizam cerca de 1 milhão de visualizações. Agora, os veterinários que tratam ele na Austrália estão em contato direto, quase diariamente, com os responsáveis norte-americanos para continuarem dando o melhor suporte possível ao bichinho.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Grávidas que têm cães de estimação praticam mais atividades físicas

Pesquisa observou que essas mulheres têm 50% mais chances de atingir a recomendação diária de exercícios
Grávidas que têm cães de estimação costumam alcançar mais os níveis recomendados de atividades físicas, sugere uma nova pesquisa publicada nesta quarta-feira no periódico PLoS ONE. O estudo, feito pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra, é o primeiro a estabelecer tal relação.

Estudos anteriores relacionaram o ganho de peso excessivo na gravidez com uma série de riscos ao bebê, inclusive com a obesidade infantil. Pesquisas como essas ressaltam a importância de as futuras mães buscarem uma gravidez saudável, com controle de peso e prática regular de exercícios — desde que acompanhados de orientação médica. Segundo os autores desse novo estudo, passeios com animais de estimação podem servir como uma estratégia para melhorar a saúde na gravidez.

A pesquisa avaliou 11.466 mulheres grávidas em relação à quantidade e aos tipos de exercícios físicos que faziam diariamente quando estavam entre a 18ª e a 32ª semana de gestação. Também foi observado o índice de massa corpórea das participantes antes da gravidez e se tinham ou não algum animal de estimação. Ao todo, 25% dessas mulheres possuíam um cão.

Os resultados indicaram que as mulheres que tinham cães tinham 50% mais chances de atingir a recomendação de 30 minutos de caminhada rápida ao dia do que aquelas que não possuíam um cão em casa. Além disso, passear uma vez na semana com o animal de estimação gerou efeitos positivos na saúde da mulher grávida. Não foram encontradas associações entre donas de cães e índice de massa corpórea. "Estamos cada vez mais convencidos de que levar o cachorro para passear, além de ser um exercício de baixo risco, pode ajudar a motivar as mulheres grávidas a praticar mais atividades físicas e, portanto, garantir uma gravidez saudável", afirma Sandra McCune, uma das autoras da pesquisa.

Embora os pesquisadores tenham observado maior índice de atividades físicas entre grávidas donas de cães de estimação, eles chamam a atenção para o fato de muitas delas não ainda estarem adequadamente envolvidas em praticarem exercícios regularmente.

CONHEÇA A PESQUISA 

Título original: Dog Ownership during Pregnancy, Maternal Activity, and Obesity: A Cross-Sectional Study Onde foi divulgada: periódico PLoS ONE
Quem fez: Carri Westgarth, Jihong Liu, Jon Heron, Andrew R. Ness, Peter Bundred, Rosalind M. Gaskell, Alexander J. German, Sandra McCune e Susan Dawson 
Instituição: Universidade de Liverpool, Inglaterra
Dados de amostragem: 11.466 mulheres grávidas de 18 a 32 semanas
Resultado: Mulheres grávidas que têm cachorros de estimação tem 50% mais chances de alcançar a recomendação de atividade física de 30 minutos diários de caminhada rápida

Fonte: Veja

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Cães salvam menino com Síndrome de Down perdido em floresta

No Alabama, nos EUA, o menino de dez anos se perdeu na floresta e cães o aqueceram durante a noite, evitando uma possível hipotermia. 

Nos Estados Unidos, mais um exemplo de que, em muitos momentos, o cão é o melhor amigo do homem. Um menino de dez anos, perdido numa floresta, sobreviveu a uma noite de frio, protegido por seus cachorros. Kyle Camp tem Síndrome de Down e mora no Alabama. Ele desapareceu na terça-feira (16) à noite e foi encontrado 15 horas depois, no meio de uma floresta perto de sua casa. O menino estava sem sapato e sem agasalho, mas cercado por quatro filhotinhos. De acordo com os médicos, eles aqueceram Kyle durante a noite, evitando uma hipotermia. Mais de cem pessoas participaram das buscas. A mãe contou que ficou desesperada ao ver que o menino tinha sumido. Ele nunca se afastava da casa. E deve ter entrado na floresta justamente atrás dos filhotes que, no final, salvaram a vida dele.

domingo, 21 de outubro de 2012

Limpadores de janela trabalham vestidos de super-heróis em hospital infantil

As crianças que fazem tratamento contra o câncer no hospital infantil Le Bonheur, em Memphis, nos Estados Unidos, se surpreenderam ao encontrar super-heróis pendurados na janela. Elas sequer desconfiaram, mas os poderosos em questão eram, na verdade, os lavadores de janelas. Os heróis Jordan Emerson, Steve Oszaniec e Danny Oszaniec trabalham na companhia American National Skyline. Os três conseguiram arrancar sorrisos das crianças internadas, o que para eles já foi tão empolgante quanto salvar o mundo.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Animais idosos não perdem neurônios

O número de células que se dividem é superior ao dos neurônios que morrem
Redação Galileu
Envelhecimento pode não estar associado à perda de neurônios // Crédito: Shutterstock

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que animais idosos não sofrem redução no número de neurônios. A descoberta contraria a ideia que se tinha de que o envelhecimento corresponde à perda de células nervosas.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o sistema nervoso autônomo - responsável pelo controle de funções vitais - de ratos, cavalos, gatos e, principalmente, preás, que são considerados idosos aos três anos e meio de idade.

A partir das observações, puderam concluir que o número de células nervosas que se dividem é maior do que o número de neurônios que morrem com o envelhecimento. 
Como explica o professor Augusto Coppi, um dos autores da pesquisa, isso faz com que a quantidade total de neurônios permaneça estável ou, em alguns casos, até aumente. “Utilizamos marcadores imunohistoquímicos especiais para detectar as células que estavam se dividindo. Mostramos que o número de células em divisão é uma proporção constante em cada faixa etária. Assim, o número total de células se mantém exatamente o mesmo em cada uma das quatro faixas etárias que observamos: animais neonatos, jovens, adultos e idosos”, explicou o professor.
O estudo, no entanto, mostrou que esta estabilidade não foi notada nas cobaias, nas quais puderam notar uma redução de 21% no número total de neurônios entre animais idosos. “Não sabemos explicar as causas dessa redução. Em compensação, no caso do cão, houve um aumento incrível do número de neurônios em animais idosos: 1.700%”, afirmou Coppi.
Essa descoberta é um marco para a comunidade médica e se soma a uma série de pesquisas que tentam amenizar os problemas causados por doenças degenerativas em humanos. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Empresa libera animais de estimação no trabalho para motivar funcionários

Toda sexta-feira, um dos funcionários da SimGroup, que desenvolve ações motivacionais para empresas, está liberado para levar seu animal de estimação ao trabalho. É o chamado PetDay, uma forma de descontrair o ambiente corporativo e motivar o pessoal sem onerar o caixa da empresa. 
A permissão é dada após um sorteio entre os 60 colaboradores. Segundo Sueli Brusco, diretora-executiva da empresa, o dono do animal se envaidece diante do sucesso que faz e o bichinho vira motivo para bate-papos e interações até entre os colaboradores que não são tão próximos. 
“A ideia foi inspirada numa pesquisa feita nos Estados Unidos pela Escola de Comércio da Virginia, que indica que a presença de cães no local de trabalho contribui para a redução do estresse e aumenta a produtividade. Antes de implantar a iniciativa, fizemos uma pesquisa interna e vimos que a adesão do grupo foi boa”, afirma.
A empresa ainda adota outras iniciativas. Um diretor de auto-estima, Luis Antônio Correa de Faria, que é portador de síndrome de down, envia, diariamente, mensagens motivacionais por e-mail e, nas comemorações dos aniversariantes do mês, os funcionários podem levar instrumentos musicais. 
“As pessoas precisam estar integradas no ambiente de trabalho, assim, a comunicação e o serviço fluem melhor. No entanto, é preciso entender o segmento da empresa e dos colaboradores, fazer uma pesquisa interna e ver quais ações melhor se encaixam. O retorno é grande, pessoas satisfeitas e felizes rendem mais e ficam mais criativas”, diz a diretora. 


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ALZHEIMER NOS CÃES (DISFUNÇÃO COGNITIVA CANINA)SÍNDROME DA DISFUNÇÃO COGNITIVA EM CÃES IDOSOS (SDC)

A SDC é a deterioração relacionada à idade (a partir de 10-11 anos de idade), das habilidades cognitivas, caracterizadas por mudanças comportamentais nos cães.

Os sintomas de SDC não são sinais de um “envelhecimento normal”. O cão idoso sadio mantém a mesma personalidade, humor, e interatividade, respeitados limites da idade. Se ele está ficando esquecido, irritável, com descontrole de esfíncteres, mudanças de hábitos, pode estar havendo um comprometimento de suas funções cerebrais, num processo degenerativo semelhante ao que acontece com os seres humanos.

Um número de mudanças fisiopatológicas parecem ser responsáveis:

1) depósito de placas amilóides no córtex cerebral e no hipocampo

2) alterações nos neurotransmissores, incluindo a dopamina

3) níveis aumentados de monoaminaoxidase B (MAOB) no cérebro

4)níveis aumentados de radicais livres

Sinais de SDC

  • A síndrome se manifesta com os seguintes sinais e sintomas: Desorientação


  • Vagueia sem rumo


  • Parece perdido dentro de casa ou jardim


  • Tenta “furar” a mobília


  • Olhares fixos no espaço ou em paredes


  • Acha com dificuldade a porta


  • Não reconhece pessoas familiares


  • Não responde às sugestões ou ao nome verbal


  • Parece esquecer-se da razão para ir ao ar livre


  • Resposta diminuída ou alterada aos membros da família


  • Solicita pouco a atenção


  • Cumprimento menos entusiástico


  • Já não cumprimenta proprietários


  • Dorme mais


  • Dorme menos durante a noite


  • Diminuição da atividade


  • Perda do treinamento (esquece onde tem de urinar ou defecar)

A SDC acomete:

  • 48% dos cães a partir de 8 anos


  • 62% dos cães entre 11 e 16 anos


  • 100% dos cães com 16 anos ou mais


Fonte: Bicho Online

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Relação entre humanos e pets


Abinpet apresenta primeiro regulamento do recém-criado Grupo de Estudos Interação Humano e Animal. O GE INTERHA tem por objetivo incentivar estudos e pesquisas sobre os benefícios da relação entre os seres humanos e os animais de estimação.


Para estimular o diálogo entre todos os agentes da cadeia produtiva relacionada aos animais de estimação, a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) realizou em julho um encontro dos membros do grupo de estudos sobre a interação entre humanos e pets na sede da entidade, em São Paulo. Na ocasião, foi definido o nome GE INTERHA para o Grupo de Estudos Interação Humano e Animal, cujo objetivo é fomentar pesquisas que demonstrem a importância dos animais de estimação para a qualidade de vida das pessoas.
Na reunião, determinou-se que os estudos devem ser feitos de maneira independente, desvinculados do Comitê de Comunicação e Relações Governamentais Estratégicas Setoriais da associação. Também se estabeleceu que os termos “humano” e “animal” são os mais adequados para representar a relação entre homens e outros animais de convívio cotidiano. De acordo com o presidente executivo da Abinpet, José Edson Galvão de França, “é cada vez maior a percepção de que os animais de estimação são benéficos para a saúde mental e física dos indivíduos”.
Além de representantes da entidade, estiveram na sede da Abinpet representantes das indústrias farmacêutica, de suplementos e de equipamentos, bem como membros do Instituto de Saúde e Psicologia Animal (Inspa) e pesquisadores da Universidade Camilo Castelo Branco (Unicastelo).
Até o final de 2012, o grupo deve se reunir mais três vezes, sempre as quartas-feiras, nos dias 5 de setembro, 7 de novembro e 5 de dezembro.

Sobre a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação
A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) representa a indústria Pet, com associados de toda a cadeia produtiva. A entidade congrega os segmentos alimento, medicamentos veterinários, serviços e pet care (equipamentos, acessórios e produtos para higiene e beleza).
A Abinpet promove e fortalece o setor Pet, por meio de ações que contribuam para o desenvolvimento dos associados. Além disso, a entidade busca ser referência internacional ao incentivar a conscientização do consumidor e o fortalecimento do setor por meio da sustentabilidade do mercado Pet no Brasil.

Fonte: Assessoria de Imprensa

domingo, 18 de março de 2012

"Cão representa algo além do vínculo humano", disse César Ades

Era o que pregava César Ades, pesquisador de comportamento animal, morto nesta semana 

Mariana Garcia, do R7 

Nesta semana, o Brasil perdeu um dos primeiros e também mais importantes pesquisadores do comportamento dos animais. Mais do que isso, o professor universitário César Ades, da USP (Universidade de São Paulo) se tornou um maiores especialistas do mundo na relação entre os bichos e os seres humanos.

O professor, que lutou pela vida durante uma semana após ser atropelado enquanto atravessava a avenida Paulista, na cidade de São Paulo, tinha 69 anos.

Em uma conversa com o R7 no fim do ano passado – ainda inédita –, Ades explicou por que o cachorro se tornou conhecido como o melhor amigo do homem.

- Essa relação não caiu do céu. O cão foi o primeiro animal domesticado pelo homem, há cerca de 14 mil anos. Antes mesmo da vaca, da galinha, da cabra. E o cão é basicamente um lobo, geneticamente selecionado com o passar dos anos. Provavelmente, alguns deles foram se aproximando das pequenas aldeias humanas, e os mais dóceis, mais tranquilos com a presença de pessoas, foram ficando por perto.

Então, explicou Ades, os homens daqueles tempos perceberam que poderiam se beneficiar da presença dos dóceis lobos.

- Os moradores da aldeia se tocaram que aqueles animais poderiam protegê-los, ajudar na caça e, é claro, fazer companhia.

Ao longo desses 14 mil anos, os humanos fizeram uma intensa e constante seleção genética, privilegiando certos aspectos físicos e de personalidade dos cachorros que nasciam. Assim, foram criadas as diferentes raças. Algumas de guarda (como doberman), outras de companhia (como o maltês) e outras, ainda, de trabalho (como são-bernardo).

- O cão se adaptou ao ser humano. Ele tem uma predisposição para aprender. Inclusive truques. Ele foi criado, ao que parece, pela interação com o homem.

Mas o que faz justamente desse animal tão especial? 
César Ades acreditava que a relação com um cachorro proporciona ao ser humano uma espécie de vínculo diferente do que surge, por exemplo, entre duas pessoas.

- O cão permite uma relação agradável, que complementa. Ele representa algo além do vínculo humano, é como um benefício extra, uma empatia especial. Quando a convivência é prazerosa, faz com que a gente se sinta importante, amado. Quem te lambe? Quem abana o rabo quando você chega em casa? Mas é preciso ser uma relação equilibrada, de troca. Cão não é brinquedinho do homem!

Segundo o especialista, cachorro oferece a oportunidade de nos darmos conta do que é nos relacionarmos com o outro. Pode dar condições, ainda, de crescimento pessoal.

- Mas não é qualquer animal nem qualquer um que experimenta isso. Aí é que está a mágica, a riqueza dessa relação! Pode ser ótima, mas pode simplesmente não acontecer. Não pense que o cão vem com manual de instrução. É claro que existem muitas dicas para tentar ter uma boa convivência, mas não há nenhuma garantia de que vão dar cem por cento certo. Ou dez por cento.

Para encerrar o bate-papo, Ades falou qual acreditava ser a maior virtude dessa relação tão especial.
- O cão não vai te dar bronca, te humilhar. A nossa relação com outras pessoas é muito doída. Sei que estou generalizando, mas uma das ideias que tenho é que o ser humano representa um perigo para si mesmo. Ele nos pune, nos castiga, não nos dá o que nós queremos, nos faz obedecer ser questionar. Talvez, uma das nossas maiores tristezas seja o outro ser humano. O animal pode ser menos ameaçador, mais companheiro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Novas visões sobre o autismo

O professor Celso Goyos, da Universidade Federal de São Carlos, encerra as atividades da Escola de Ciência Avançada em Autismo, ao lado dos co-organizadores do evento Caio Miguel, da Universidade Estadual da Califórnia, e Thomas Higbbe, da Universidade de Utah. (foto: Marcos Marin)


Da psicologia à genética, especialistas de diversas áreas apresentam, em evento realizado em São Paulo, novidades sobre o diagnóstico e o tratamento desse distúrbio.
Por: Adriana Cohen
A primeira coisa a se falar sobre autismo é que, definitivamente, não se trata de um distúrbio raro. Os Distúrbios de Espectro Autista (DEA) atingem uma média de uma a cada 110 crianças nascidas nos Estados Unidos, segundo dados do Centro para Controle de Doenças e Prevenção (CDC, na sigla em inglês). No Brasil, um estudo epidemiológico realizado em uma cidade do interior paulista apontou um caso de autismo para cada 368 crianças de 7 a 12 anos.
Fala-se em ‘espectro autista’, pois hoje essa denominação engloba os vários tipos desse distúrbio comportamental. O diagnóstico não é simples, embora existam características comuns às pessoas com autismo, como a dificuldade em estabelecer contato visual com pessoas e objetos e a dificuldade de fala, além de comportamento autolesivo e/ou agressivo em graus distintos. Em alguns casos, pode haver também o comprometimento das habilidades motoras.
Durante a Escola São Paulo de Ciência Avançada em Autismo (ESPCA Autismo), realizada pela Universidade Federal de São Carlos no início do ano, os principais pesquisadores da área apresentaram o que há de mais recente em diagnóstico e tratamento de distúrbios autistas, com algumas boas novidades para pais e professores.
O primeiro passo para um tratamento eficaz são pais e especialistas buscarem entender o que cada comportamento significa
Vertentes modernas das pesquisas em DEA, como as realizadas pelo psicólogo Brian Iwata, especialista em análise do comportamento da Universidade da Flórida (EUA), apontam que modos de ação autolesivos e agressivos são completamente tratáveis. Iwata identificou que esses comportamentos são produzidos ou agravados porque têm funções específicas. Um chute, por exemplo, pode ser a forma que a pessoa com autismo encontrou para dizer que está com fome, já que tem a fala prejudicada. Um dedo repetidamente levado ao olho pode significar um estímulo agradável.
Por isso, o primeiro passo para um tratamento eficaz são pais e especialistas buscarem entender o que cada comportamento significa. Assim, será possível substituir comportamentos lesivos por uma linguagem não-verbal saudável.

Diagnóstico e tratamento precoces

Os especialistas ressaltam a importância do diagnóstico e tratamento precoces do autismo. Mas muitos pais deixam para tratar os filhos em idade mais avançada, quando consideram que eles já estão aptos a receber os estímulos educacionais, como ocorre com as crianças sem o distúrbio.
O pesquisador brasileiro Caio Miguel, da Universidade Estadual da Califórnia (EUA), explica que toda pessoa é sensível à educação. Contudo, os que apresentam algum espectro do autismo não aprendem de forma incidental – vendo e repetindo comportamentos usuais e palavras simples sem serem formalmente ensinados –, como acontece normalmente. “A criança com distúrbio autista precisa ser estimulada e o aprendizado vem via repetição”, ensina.
A psicóloga Cintia Guillhardi, pesquisadora do Grupo Gradual, está desenvolvendo um novo método para auxiliar na detecção de riscos de autismo em crianças de até um ano. A metodologia envolve diretamente os pais, que são orientados a realizar tarefas mensais com a criança. “Essas tarefas incluem a gravação de vídeos”, diz. E completa: “Se houver a percepção de algum sinal autístico, rapidamente os pais já são orientados a maximizar o desenvolvimento do bebê com brincadeiras direcionadas”.
Apesar da existência de métodos de diagnóstico e tratamento precoces, o coordenador da ESPCA Autismo, Celso Goyos, chama a atenção para a dificuldade de encontrar no Brasil profissionais atualizados sobre os novos tratamentos. “A evolução no tratamento do distúrbio autista ao longo dos anos é enorme e sabemos que muitos profissionais estão repetindo práticas que se aplicavam há vinte anos”, ressalta.
Para Goyos, o Brasil ainda tem muito a desenvolver nas pesquisas sobre DEA e carece de políticas públicas voltadas para o problema. “Para contribuir com a mudança dessa realidade, alguns acordos de cooperação internacional entre universidades foram sendo desenhados durante a Escola de Ciência Avançada, com ações previstas já para este ano de 2012”, conta. “A mobilização dos pais também é fundamental nessa busca por políticas públicas”, completa Caio Miguel.

Pelos caminhos da genética

Os cientistas também têm procurado na genética respostas que auxiliem na identificação e no tratamento dos distúrbios autistas.
O brasileiro Alysson Muotri, que realiza pesquisas com neurônios autistas na Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), adiantou os resultados de um experimento bem-sucedido em que conseguiu reverter para o estado normal neurônios derivados de crianças com autismo clássico. A pesquisa, que deve ser publicada até o final de 2012, cria esperança em relação à produção de remédios modernos que impeçam o desenvolvimento ou mesmo consigam reverter o distúrbio.
Outros dois grupos de pesquisa no mundo também já se dedicam ao desenvolvimento de fármacos para o autismo e um outro deve ser formado na Universidade de São Paulo (USP). A base para a criação dessas drogas já é conhecida, mas ainda se buscam substâncias que sejam eficazes e apresentem menos efeitos colaterais. Apesar dos avanços nessa área, os pesquisadores ressaltam que, mesmo obtendo bons resultados na produção do medicamento, ainda levará anos até que ele esteja disponível nas prateleiras.
10 coisas que você precisa saber sobre o autismo
1) Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, melhor. Inclusive os bebês podem receber tratamento a partir de brincadeiras.
2) É preciso “ensinar a criança autista a aprender”. Ela aprende com a repetição.
3) Crianças autistas tendem a não focar o olhar. Estimule-a a seguir pessoas e objetos; assim, seu aprendizado será mais acelerado.
4) Agressões podem ser formas de se comunicar e podem significar vontade de ir ao banheiro ou comer.
5) É preciso prestar atenção no que o autista quer dizer com gestos, balbucios ou gritos. Isso tornará o tratamento mais eficaz.
6) No caso de a criança não falar, é importante criar uma forma de se comunicar com ela. Isso pode ser feito por meio de acenos e gestos.
7) A criança com distúrbio autista também reage ao meio em que vive. Se ela parecer agitada, tente notar em quais momentos isso ocorre. Ela pode não estar gostando da cor da sua camisa.
8) Irmãos de crianças diagnosticadas com autismo têm até 10% de chances de desenvolver a doença. Os pais precisam observar possíveis riscos.
9) Para assegurar a integridade física dos filhos, os pais não devem hesitar em intervir.
10) Busque profissionais especializados.

Adriana Cohen*
Especial para a CH On-line

*Colaborou Aline Naoe.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Animais idosos não perdem neurônios, indica estudo

Trabalho feito por cientistas da USP com preás mostra que animais idosos não apresentam redução do número de neurônios e que células nervosas continuam se dividindo na velhice (divulgação)

Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em preás mostrou que, diferentemente do que se imaginava, animais idosos não sofrem redução do número de neurônios do sistema nervoso autônomo periférico – a parte do sistema nervoso situada nos diversos órgãos do indivíduo e fora do cérebro.
O estudo foi publicado no International Journal of Developmental Neuroscience – revista de referência da Associação Internacional da Neurociência do Desenvolvimento.
O trabalho corresponde à tese de mestrado conduzida por Aliny Antunes Barbosa Lobo Ladd na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, com Bolsa da FAPESP e sob a supervisão do professor Antonio Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ-USP).
O estudo se soma a uma série de trabalhos do grupo que reforçam a tese de que os animais idosos não sofrem necessariamente redução do número de neurônios. “Além disso, o trabalho teve o mérito de observar neurônios se dividindo em animais idosos – algo que há alguns anos era considerado impossível na literatura médica”, disse Coppi à Agência FAPESP.
De acordo com Coppi, já é possível afirmar que o envelhecimento não corresponde necessariamente a uma condenação à perda de células nervosas. Essa perda, segundo ele, era um dogma da neurociência há algumas décadas.
“De 1954 a 1984, vários trabalhos indicavam que havia perda de neurônios durante o envelhecimento. Mas atribuímos essa conclusão ao método bidimensional utilizado na época para quantificar as células nervosas. A partir de 1984, quando um grupo da Dinamarca publicou o primeiro trabalho utilizando o método de estereologia em três dimensões chamado de ‘Disector’, a contagem de células em geral passou a ser muito mais acurada e precisa”, explicou.
Desde então, a comunidade científica internacional começou a refazer os trabalhos realizados nas décadas anteriores, com resultados mais acurados, mas os estudos em geral são voltados para o sistema nervoso central. Os trabalhos na FMVZ-USP são voltados especificamente a neurônios do sistema autônomo periférico, procurando confirmar as conclusões dos demais estudos realizados no cérebro.
“Iniciamos essa linha de pesquisa em 2002 e esse é o sétimo trabalho internacional que publicamos sobre o tema. Estamos confirmando por meio desses estudos que o número de neurônios do sistema nervoso periférico não diminui necessariamente durante o envelhecimento. Ao contrário, na maior parte das vezes se mantém estável”, disse Coppi.
Divisão celular
O grupo já realizou estudos com ratos, cobaias, cavalos, cães, gatos, capivaras, pacas, cutias e, agora, preás – incluindo estudos com modelos de doença de Parkinson e de doença de Huntington. No caso dos preás, aos três anos e meio os animais são considerados idosos.
“Por meio dos métodos imuno-histoquímicos associados à estereologia, pudemos detectar neurônios uninucleados e binucleados em pleno processo de divisão em animais idosos. Nossa hipótese é que o número de células nervosas que se dividem é maior que o número de neurônios que morrem e isso permite que o número total de neurônios permaneça estável”, disse Coppi.
Em meio aos muitos modelos animais estudados pelo grupo nos últimos dez anos, só uma exceção foi registrada: as cobaias. “No caso das cobaias tivemos uma redução de 21% no número total de neurônios entre os animais idosos. Não sabemos explicar as causas dessa redução. Em compensação, no caso do cão, houve um aumento incrível do número de neurônios em animais idosos: 1.700%”, afirmou.
Apesar da exceção, o conjunto dos estudos mostra que a tendência na velhice é uma estabilidade ou aumento do número total de neurônios. “Esse dado por si só quebra o dogma de que o número de neurônios deveria necessariamente diminuir”, afirmou.
O diferencial do estudo com os preás, segundo Coppi, é que pela primeira vez foram observados neurônios do sistema nervoso autônomo em pleno processo de divisão celular, os quais foram quantificados em três dimensões pelo método estereológico do fractionator óptico.
“Dessa vez utilizamos marcadores imunohistoquímicos especiais para detectar as células que estavam se dividindo. Mostramos que o número de células em divisão é uma proporção constante em cada faixa etária. Assim, o número total de células se mantém exatamente o mesmo em cada uma das quatro faixas etárias que observamos: animais neonatos, jovens, adultos e idosos”, explicou.
O artigo SCG postnatal remodelling - hypertrophy and neuron number stability – in Spix's Yellow-toothed Cavies (Galea spixii), de Aliny Ladd, Antonio Coppi e outros, pode ser lido por assinantes da International Journal of Developmental Neuroscience em www.ncbi.nlm.nih.gov .
Mais informações sobre a pesquisa: www2.fmvz.usp.br/lssca e guto@usp.br