quarta-feira, 14 de abril de 2010

Em breve nosso site estará no ar!!!

APAE de Pinda realiza projeto Cão Terapia

A APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Pindamonhangaba realiza, desde maio de 2009, o Projeto Cão Terapia. Com o objetivo de auxiliar no trabalho de reabilitação, a integração entre os pacientes e o cão com atividades de fisioterapia tem proporcionado benefícios visíveis nos alunos como a melhora da capacidade motora e aumento da auto-estima, além de estimular a interação social e ter uma ação calmante.

Atualmente, o projeto conta participação de aproximadamente 25 alunos e trabalha com cinco cães, de médio e grande porte, para a realização das atividades. Os animais que participam deste projeto ficam em posse de seus donos e nos horários da terapia, que acontecem na segunda-feira das 13h ás 17h e na sexta das 8h às 12h, os Cães Terapêuticos são levados até a unidade da APAE.

Dentre as atividades realizadas está o arremesso de bolas, equilíbrio com o bambolê, contato e passeios com os animais. “O trabalho com pacientes portadores de necessidades especiais têm resultados á longo prazo. Porém, com o auxilio dos cães estes progressos têm sido imediatos”, comenta a fisioterapeuta Ana Karina Bondioli, que trabalha no Cão Terapia.

Para que o cão possa se tornar um Cão Terapêutico, de acordo com o especialista em comportamento canino, José Eduardo dos Santos, não é tão importante a raça do animal mas sim o comportamento que o mesmo apresenta. É preciso que o cão seja dócil, confiante, tolerante e goste de ter contato com crianças. “Os cães passam por uma avaliação onde analisamos os pré-requisitos e se ele estiver de acordo passa a integrar o projeto” explica Santos, que é um dos responsáveis pelo projeto na cidade.
O projeto Cão Terapia conta também com a participação da fisioterapeuta Renata Toledo e com o médico veterinário Alexandre Sassaki.

Fonte: Portal Agora Vale

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cães da Guarda ajudam em terapia de isosos e deficientes


A Guarda Civil de São Caetano vem realizando na cidade um trabalho exemplar junto a profissionais da área de assistência a pessoas com necessidades especiais e idosas a partir do projeto Pet Terapia. A iniciativa tem como objetivo, a partir de visitas a entidades assistenciais, proporcionar, com uma finalidade terapêutica, um contato maior da população com os cães da GCM resultando em um programa de tratamento que promove ganhos na saúde.
 

O subcomandante da Guarda, José Rogério Gonçalves Dourado, confirma os benefícios da ação. "As nossas visitas têm surtido ótimos resultados, para a corporação que tem maior atuação no lado social, e também à população, que pode contar com uma maior qualidade de vida. A proposta é fortificar e ampliar ainda mais esta ação".
 

A Guarda conta com a ação os cães Aron, da raça Pastor Alemão Capa Preta; Snipeer, também um pastor Alemão Capa Preta; além da participação do Golden Retriever Chucky. De acordo com o encarregado do pelotão, José Hoft, o projeto-piloto vem atendendo boa parte da população. "Cerca de 95% dos asilos e abrigos da cidade já receberam nossas visitas". Monica de Assis Morais, do Abrigo a Velhice 


Desamparada Irmã Ana Ama, aprovou a iniciativa. "Gostei de todos os cachorros e fiquei muito feliz". Maria Aparecida Neves superou um obstáculo. "No começo estava com medo dos cachorros, mas depois não resisti e quis fazer carinho neles. Adorei a experiência", destacou.

Fonte: Jornal ABC Reporter

Cães levantam astral de idosos em asilos

Os cães Aron, Snipper (pastores-alemães), Chucky, Átila (golden retriever), Domec (retriver/labrador) e Bisteca (border collie) são responsáveis por uma novidade no dia a dia de idosos em casas de repouso e de alunos especiais em escolas do Grande ABC. Os bichos realizam trabalho de pet-terapia - tratamento em que a interação entre pessoas e animais beneficia a saúde dos pacientes, visando qualidade de vida. O Diário foi em duas instituições da região e acompanhou o trabalho.
Em São Caetano, a promotora Maria Izabel do Amaral Sampaio Castro entrou com pedido na Promotoria do Idoso para que os 15 asilos da cidade pudessem receber os cães da Guarda Civil Municipal para a pet-terapia. As visitas foram agendadas há dois meses e, até a semana passada, 11 insituições receberam a visita dos bichos.

"Eles (os guardas-civis e seus cachorros) estão fazendo um excelente trabalho e espero em breve aplicar esse projeto em outras instituições", afirma a promotora. Na visita, os cães realizam apresentação de adestramento durante 30 minutos. Depois, ficam mais 30 à disposição para interagir com as pessoas. A Guarda Civil Municipal informa que os cães terapeutas são animais saudáveis, que, além de vacinados e treinados para a função, passam por avaliação física e psicológica. Os cachorros escolhidos são os mais dóceis, pacientes e disciplinados.
Na Casa de Repouso Raio de Sol, no bairro Santa Maria, a pet-terapia teve início neste ano e já é a atividade preferida dos 23 idosos que moram na instituição. Segundo o gerente Celso Romero, o objetivo é levar uma forma de entretenimento diferenciada. "Os cães passam tranquilidade para os idosos. Os pacientes ficam mais calmos e sociáveis depois da terapia", pondera.
Rosa de Jesus Monteiro, 77 anos, e Lia da Costa, 83, partilham da mesma opinião e se dizem contentes com a nova atividade. "É um carinho muito gostoso que eu sinto quando os cães estão aqui", comenta Rosa. "Sem dúvida alguma é melhor que ficar vendo televisão. Seria melhor ainda se essa atividade pudesse ser toda semana", aponta Lia.
São Bernardo - Já em São Bernardo, na unidade do Riacho Grande da Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais), o trabalho de pet-terapia já está no segundo ano e, atualmente, 60 alunos participam das atividades com os cães.

Para Simone Senna, gerente da Avape e terapeuta ocupacional, a atividade com os cães aumenta a autoestima dos pacientes. "É um programa de desenvolvimento social e pessoal. A terapia é fundamental para auxiliar nos tratamentos dos nossos alunos", afirma.
Portador de deficiência intelectual leve, Cristiano Gomes Costa, 22, conta que quando começou a participar da terapia não gostava muito, mas aos poucos ele foi ficando amigo dos cães e agora não perde uma aula com os animais. "Antes eu não gostava muito dos cães, mas depois que fui participando das atividades acabei gostando e agora toda sexta-feira participo da terapia."

Medicina do ABC estuda implementar tratamento

Em Santo André, há projeto para implantação da pet-terapia em duas unidades de Saúde. O setor de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC estuda implementar o tratamento, que depois poderá ser expandido para a Clínica Pediátrica do Hospital Estadual Mário Covas. A informação é do médico Jairo Cartum, coordenador do Ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC.

Ele disse que, "antes de qualquer coisa", uma preparação das famílias dos pacientes é necessária. "É preciso explicar para as mães que os cães são treinados e especializados para ajudar nos tratamentos", destacou.
Segundo o Cartum, a negociação com uma ONG de São Paulo já está bem avançada para parceria neste sentido. O médico espera que, depois de realizado na Faculdade de Medicina do ABC , o tratamento possa ser estendido à Clínica Pediátrica do Hospital Estadual Mário Covas. "O objetivo é implantar o mais breve possível a pet-terapia nas instituições."

Especialistas contam que autoestima melhora

A pet-terapia é usada como alternativa à televisão ligada na sala das instituições de assistência a idosos. Psicólogos, coordenadores e fisioterapeutas consideram o tratamento ideal para levar alegria e descontração aos pacientes.
"O cão passa uma energia muito positiva. As pessoas que normalmente passam por essa terapia acabam vendo nos animais que vale a pena viver para se divertir com uma simples brincadeira", contou a fisioterapeuta Ligia Taets.
Por conta do impacto direto na autoestima dos pacientes a pet-terapia foi implantada nas unidades de São Bernardo da Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais), no Centro da cidade e no Riacho Grande. O trabalho é realizado há dois anos.
Para o adestrador da Avape Evandro Baptista, a pet-terapia ajuda os estudantes a melhorar sua autoconsciência corporal e diminui a agressividade. "O cão aumenta a motivação das pessoas e trabalha a questão emocional dos alunos."

De acordo com o psicólogo Klaiton Giordini, além do humor e da disposição dos pacientes, a pet-terapia faz com que tratamentos médicos sejam menos dolorosos. "A prática só tem pontos positivos", afirmou.
Segundo o coordenador do ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC, Jairo Cartum, há benefício triplo ao se utilizar esse tipo de terapia com os pacientes.
"Primeiro é a adesão maior ao tratamento (psicológico a que os pacientes de câncer são submetidos). Segundo, o ambiente (da unidade de Saúde) fica bem mais leve. E, em terceiro, os pacientes passam a responder melhor às medicações impostas para combater o câncer", destaca.

Cartum disse ainda que os cães não oferecem perigo algum. "Os animais são responsáveis por fazer avanços nos tratamentos."

Fonte: Diário do Grande ABC

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Benefícios da Terapia com animais

Animais de estimação "trabalham" com donos em escritórios


Levar os bichos de estimação para o trabalho é uma prática comum em países como os Estados Unidos e o Canadá. Para algumas empresas, como o Google, a presença de pets é um modo de descontrair o escritório e gerar resultados positivos. Uma campanha norte-americana intitulada "Take Your Dog to Work Day" incentiva empregadores a permitir o acesso de animais ao ambiente de trabalho.
Menos estresse

Os benefícios não são apenas teoria dos apaixonados por animais. Segundo a psicanalista Silvana Prado, membro do Inata (Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais), 15 a 20 minutos de interação com um cão são suficientes para potencializar o elo entre o funcionário e a empresa. "O animal é um facilitador. Sua presença no ambiente de trabalho eleva a autoestima, diminui o estresse, a solidão e a ansiedade."

O contato entre o animal e o homem também tende a favorecer o rendimento. "Pode ser o caminho para um problema cuja solução o funcionário não consegue encontrar."

De acordo com a psicanalista, estudos comprovam que a presença de animais reduz a pressão arterial e a frequência cardíaca. "O contato ativa um neurotransmissor que libera a serotonina, substância sedativa e calmante, além de hormônios como a oxitocina -responsável pela confiança- e a prostatina, o hormônio do vínculo social", explica.

Desde que levou os gatos para o escritório, Lívia diz que a equipe está mais unida. "Além disso, se o funcionário for comprometido, ele também vai se responsabilizar pelo bem-estar do animal naquele ambiente."

Fonte: Folha Online

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Alzheimer -Terapia Afetiva

Estudo realizado pela aluna de psicologia e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Luciana Teixeira Guimarães, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), investigou os benefícios propiciados pela terapia assistida com animais, em idosos institucionalizados com diagnóstico de processo de demência tipo Alzheimer. A revelação é que os idosos, sobretudo quando institucionalizados, sentem uma enorme necessidade de receber demonstrações de afeto, como o toque, atenção e carinho, o que muitas vezes acaba não ocorrendo, pois estão afastados do convívio social. De acordo com Teixeira, a terapia com animais enfatiza bastante o tato e o contato, além de exercitar habilidades cognitivas como a memória afetiva, ou seja, aquela despertada por algum fato que traz lembranças com certa ligação afetiva.


A coleta de dados ocorreu por meio de observação, durante o tratamento em atividade assistida do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (INATAA) - "Projeto Cão do Idoso", realizado na Associação Beneficente A Mão Branca de Amparo aos Idosos, em São paulo. O método aponta diversos benefícios aos pacientes, tais como: diminuição da pressão sanguínea e frequência cardíaca, do uso de calmante e antidepressivo; melhora do sistema imunológico; estímulo da interação social; melhora da capacidade motora; diminuição da quantidade de medicamentos utilizados e melhoria da auto-confiança e auto-estima.

Segundo Teixeira, o projeto recebe o acompanhamento de profissionais de diversas áreas. Veterinários, psicólogos e assistentes sociais são alguns especialistas envolvidos. Os cachorros estão sempre muito limpos e com exames que comprovam sua saúde. São escolhidos levando-se em conta as necessidades dos assistidos, uma avaliação de comportamento, para impedir situações desagradáveis, como mordidas, latidos inadequados, brigas com outros cães, inquietude, ou mesmo a falta de interesse na interação.

"Na relação com o cachorro permeiam-se sensações, emoções, palavras, imagens e posturas. O animal passa a ser um caminho pelo qual o idoso pode expressar de forma corporal e simbólica com suas lembranças, seus sentimentos, pensamentos e conceitos. Recordar vivências é o caminho da re-significação da história pessoal presente. Caso estas senhoras tivessem suas comunicações invalidadas, consideradas sem sentido, avaliadas em falsas memórias, a sua verbalização diminuiria, o que poderia acarretar no avanço da situação de Alzheimer", finaliza Teixeira.
A pesquisa foi orientada pela professora Regina Célia Gorodscy, doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e co-orientada pela docente Ruth Lopes, coordenadora do Programa de Estudos Pós Graduados em Gerontologia, da PUC-SP.

Fonte: Blog Longevidade

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cão terapeuta morre aos 19 anos nos Estados Unidos




 Durante anos, animal confortou centenas de pacientes em estado terminal.

Mesmo sem conseguir movimentar as patas, e sem grande parte do pelo farto e macio, Baxter ia, acomodado em um carrinho puxado por sua ‘mãe’ Melissa Joseph, visitar pacientes em estado terminal no San Diego Hospice (casa de repouso San Diego), nos Estados Unidos.

O cão, mistura de Chow Chow e Golden Retriever, dedicou quase oito anos de sua vida confortando e trazendo alegria a familiares e pacientes. Deitado junto ao enfermo, Baxter apenas encostava sua cabeça, lambia as lágrimas que escorriam pelo rosto amargurado, ou apenas abraçava pessoas que não conseguiam se expressar com palavras. Segundo Melissa, era assim ele que “aquecia o coração e a alma daqueles que fariam a transição”.

De acordo com reportagem da “ABC News”, a velhice pôs fim às atividades de Baxter, que faleceu em outubro, aos 19 anos e meio. Cerca de cem pessoas, entre familiares, amigos e funcionários prestaram uma homenagem ao cão, que conquistou milhares de pessoas com seu amor e dedicação. Um vídeo no YouTube, com homenagens ao animal, já teve mais de 376 mil acessos.

Baxter foi adotado pelo casal Melissa e Dennis Bussey, quando tinha quase dois anos. Ela se apaixonou pelo bichinho assim que o viu. Sorte de Baxter, pois em poucos dias, quando completaria dois anos, ele seria levado para a eutanásia.

Já integrado à família, Baxter acompanhava o casal para todos os lados. Inclusive, ao San Diego Hospice, onde Melissa e Dennis começaram a atuar como voluntários. Uma vez, uma das funcionárias conheceu o cãozinho e disse que ele tinha um grande potencial para ser um cão-terapeuta. Após aproximadamente quatros anos, Baxter virou um “profissional” certificado.

Melissa batia de porta em porta da casa de repouso perguntando se o paciente gostaria de conhecer Baxter. Eles entravam e o ambiente se transformava. Ainda segundo a “ABCNews”, uma conselheira espiritual do San Diego Hospice declarou que muitos pacientes que se recusavam a compartilhar histórias com os funcionários do local, começavam a falar tranquilamente quando o cãozinho entrava no quarto. Ela acredita que quando alguns enfermos ficaram sabendo que Baxter também estava muito debilitado, a preocupação foi tanta que, de alguma maneira, esqueceram sua própria dor por alguns instantes.

Mesmo com a artrite que lhe inutilizou as patas, Baxter seguia trabalhando com Melissa, instalado em um confortável carrinho vermelho, e com várias correntinhas penduradas em seu pescoço, com dizeres como “Eu sou um cão terapeuta”, “Meu trabalho é confortar e servir”, além dos mimos que ganhava de pessoas agradecidas por seu serviço. Melissa batia nas portas dos quartos e, após autorização, entrava com o cão-terapeuta mais velho do mundo em atividade nos Estados Unidos, e acomodava o bichinho de cerca de 13 kg, na cama do paciente. Eles então compartilhavam um tranquilo momento que poderia durar horas, apenas com os braços ao redor do pescoço de Baxter, ou acariciando com os dedos retorcidos o pouco pelo macio que lhe restara.
Melissa reuniu fotos tiradas por seu marido, e escreveu várias histórias vividas por ela, Baxter e alguns pacientes, no livro “Moments with Baxter” (Momentos com Baxter). O sucesso da obra é tanto que já ganhou o prêmio “Melhor Livro Nacional de 2009”, na categoria animais/pets. Além disso, um cachorrinho de pelúcia vestido com um colete também está à venda. A verba arrecadada com o livro será encaminhada para abrigos e casa de repouso de animais, e a do bichinho será doada para a SPCA (Society for the Prevention of Cruelty to Animals).
Veja o vídeo em homenagem ao Baxter


Fonte: UOL Bichos

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cão resgatado no Furacão Katrina ajuda pacientes


O golden Retriever, Rikki, resgatado durante o furacão Katrina, agora ajuda doentes vítimas de AVC através da pet terapia do Grupo Delta Society. Belo exemplo!

sábado, 10 de outubro de 2009

Hospital adota visita de cães ‘terapeutas’

O Hospital e Maternidade Celso Pierro, da PUC-Campinas (SP), em parceria com a Art & Nic (centro de treinamento e formação de cães terapeutas) implantou o projeto Medicão na Enfermaria Pediátrica. A cada quinze dias, às quarta-feiras, das 15h às 16h30, as crianças internadas vão receber a visita de Mel e suas filhas Brenda e Hanna e do primo Oliver, todos da raça golden retriever. A atividade faz parte do Projeto de Humanização do Hospital.
O objetivo do encontro do animal com a criança ou adulto internado é o de promover o bem-estar, melhorar a capacidade motora e auto-estima, diminuir a ansiedade e a quantidade de medicamentos, além de diminuir as tensões da equipe de trabalho, como explica a infectologista da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, Maria Fernanda Scudeler. Segundo ela, para garantir o sucesso do Medicão, os animais são cadastrados, possuem certificados de vacinas e vermifugação, renovados mensalmente. Há procedimentos realizados antes da visita e no dia e pós-visita dos cães, de forma a garantir a saúde das crianças, acompanhantes e profissionais.
Em Jundiaí, também no interior de São Paulo, a entidade assistencial Amarati se uniu ao Centro de Zoonoses da cidade para adotar, desde maio último, a ‘cão-terapia’ para crianças com problemas neurológicos. Elas realizam diversas atividades na companhia de cães. Por enquanto, seis crianças participam do projeto experimental, que deve durar seis meses, com animais que foram encontrados abandonados. “Percebemos uma motivação maior para o movimento, na fisioterapia, motivação para o aprendizado pedagógico, e na parte emocional, o vínculo e a possibilidade de manter contato com o animal”, conta Margarete Murari, diretora técnica da Amarati.

Fontes: PUC-Campinas e portal G1

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Fique por dentro - Quando e onde a Pet Terapia surgiu?

Foto: Asilo Legião do Bem
Tudo começou dentro de um asilo psiquiátrico


A Terapia Assistida com Animais (TAA) surgiu em 1792, na Inglaterra, quando Willian Tuke indicou o uso de animais domésticos no tratamento de doentes mentais de um asilo psiquiátrico em Londres. É sabido que esta terapia começou a ser aplicada após a morte de uma paciente deste asilo, quando o tratamento feito até então foi questionado. A partir daí, foram utilizados tratamentos alternativos e a terapia se espalhou pelo mundo.A relação entre o homem e os animais remonta a tempos antigos. A domesticação de animais começou na Ásia, há cerca de cinco mil anos, quando os mesmos serviam aos homens como fonte de alimentos ou trabalho. Com o passar dos anos, a relação entre os homens e os cães foi se estreitando de modo que foram construindo vínculos afetivos muito fortes e duradouros. Tais relações são reflexos da modernização das cidades e da individualização cada vez maior da cultura na sociedade ocidental. Isto porque a sociedade moderna tem como características marcantes a solidão e o isolamento. Os animais domésticos, de alguma forma, contribuem diretamente para minimizar e harmonizar esses sentimentos.

TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS (TAA):o cão como dispositivo terapêutico na clínica fonoaudiológica

Fga. Ms. Camila Mantovani Domingues


"Percebi que os remédios nem sempre vinham em frascos, mas também em quatro patas".(Dr. Willian Thomas, 1994)

Ao compartilhar nossas rotinas com os animais, estes passaram a fazer parte de nossa cultura ao ocupar diferentes papéis, para além da companhia. Atualmente, devido aos benefícios não restritos ao senso comum, mas também elencados a partir de pesquisas científicas, eles habitam consultórios, hospitais, escolas e instituições diversa. Desses estudos originaram-se duas formas de denominar procedimentos que envolvem animais com o objetivo de cuidar da saúde humana: atividade assistida por animais (AAA) e terapia assistida por animais (TAA) (DELTA SOCIETY, 2006). O termo Terapia Assistida por Animais, do inglês Animal Assisted Therapy (AAT), atualmente considerado oficial, foi proposto pela organização americana Delta Society (www.deltasociety.com) entidade referência para a implantação de programas de Atividade Assistida por Animais (AAA) e Terapia Assistida por Animais. A TAA é dirigida para promover a saúde física, social, emocional e/ou funções cognitivas através de processo terapêutico formal, com procedimentos e metodologia, amplamente documentado, planejado, tabulado, medido, e com seus resultados avaliados, podendo ser desenvolvido em grupo ou de forma individual (Delta Society, 1996).A hipótese do cão funcionar como um dispositivo terapêutico e potencializar o processo também foi confirmada em pesquisa realizada por nós no Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia da PUC-SP, no período de fevereiro de 2006 a agosto de 2007. Nos casos acompanhados, a partir da motivação para o contato com o animal, notamos significativa participação dos pacientes na terapia, corroborando os achados de pesquisas e relatos sobre os efeitos positivos do envolvimento de cães em ambiente terapêuticos diversos (KAWAKAMI, 2002; LEWIS, 2003; BECKER, 2003; DOTTI, 2005; MACAULEY, 2006; OBIHACC, 2006). Nos casos estudados, a presença do cão, no setting fonoaudiológico, favoreceu:
" a interação terapeuta/paciente;" intensificou a atividade dialógica entre o par;" a gestualidade e a movimentação corporal comunicativamente eficientes (LaFRANCE e outros, 2007);" a motivação para as atividades de leitura e escrita por parte dos pacientes;" a diminuição dos sintomas manifestos na linguagem oral e/ou gráfica, e" a mobilização da afetividade positiva dos pacientes.
Além dos benefícios descritos, outros já apontados cientificamente comprovam que quando crianças e animais estão juntos, seja em uma terapia, na sala de aula ou em outras atividades:
o Cria-se um ambiente motivador para as crianças interação.o Proporciona-se atividades interessantes, espontâneas, facilitando a aprendizagem e a comunicação.o Facilita-se o desenvolvimento emocional através do vínculo formado entre a criança e cão no qual muitos sentimentos são trocados, auxiliando na superação de conflitos e em uma maior consciência de si mesmo.o Encoraja o respeito por todas as formas de vida, desenvolvendo senso de responsabilidade e de cuidado consigo e com o outro.o Facilita a comunicação, favorecendo processos interativos entre criança e cão e/ou com os outros próximos a eles.o Favorece a expressividade, em diversas formas, já que o animal não julga nem tem preconceito.
E foi o psicólogo infantil norte-americano Boris M. Levinson que, na década de 60, trouxe para a ciência e a prática a riqueza do potencial terapêutico das relações entre crianças e animais. Em seu trabalho ele percebeu que a natureza do vínculo entre pessoas e animais era de uma qualidade diferenciada. Contudo, essa experiência vivenciada por ele significou uma nova visão para a abordagem terapêutica, baseada na relação do homem com o animal.
Era o fim dos anos 50, em Nova York. Havia um mês o psicólogo infantil americano Boris Levinson tentava estabelecer contato com o seu mais novo paciente, um menino de quase 10 anos com sérios problemas de socialização. Certo dia, o pequeno paciente chegou antes da hora marcada para a consulta e, na sala de espera, encontrou "Jingles", o cão labrador do doutor Levinson. Ao abrir a porta de seu consultório, qual não foi a surpresa do psicólogo: abraçado ao cachorro, o menino discorria sobre suas angústias e aflições. A experiência motivou Levinson a usar o "doutor" Jingles no tratamento de autismo. Ele descobriu que o animal propiciava às crianças a oportunidade de expressar suas emoções. Os resultados dos estudos de Levinson foram divulgados em 1962, num artigo intitulado "The dog as a 'co-therapist'" ("O cachorro como um 'co-terapeuta'"). Na ocasião, o psicólogo foi motivo de chacota entre os colegas. Hoje, passadas mais de quatro décadas, as teorias de Levinson são levadas muito a sério. Está comprovado que a convivência com animais faz bem à saúde física e mental dos seres humanos de qualquer idade. (FUCKS, 1989)
As experiências com animais em ambientes terapêuticos, nos moldes da TAA, ao longo destes anos, têm mostrado que este dispositivo é potencializador para os processos em que os envolvidos apresentam motivação para estar com o animal. Crianças que apresentam recusas ao tratamento, mediante a presença de um cão no setting, esboçam entusiasmo, ressignificação do processo e interação ativa. Finalizo, ressaltando que as pesquisas atestam a eficácia da TAA em ambientes terapêuticos, bem como a gradativa mobilização de pesquisadores em direção ao tema.

Contato:camiladomingues_taa@ig.com.br

Fonte: Portal Fonoaudiálogo

domingo, 6 de setembro de 2009

Avaliação de uma terapia assistida por animais de companhia (TAAC) em idosos na Espanha

"Parc Serentill" é um lar situado em Badalona (Catalunha, Espanha) e gerido pela Fundação Vallparadís, entidade pertencente ao Grupo Mútua de Terrassa. Neste lar residem 56 idosos e outros 25 utilizam-no como centro de dia. Existem 40 funcionários no lar. Desde Setembro de 1997, no seguimento de um protocolo com a Fundación Purina, vivem também neste lar dois cães da raça Golden Retriever. Durante estes três anos, verificou-se que a presença dos animais no lar e a sua relação com os idosos estimulou e modificou diferentes aspectos afectivos, comunicativos e inclusivamente, em alguns casos, cognitivos. Portanto, de um ponto de vista subjectivo, foi possível comprovar o potencial terapêutico da interacção entre idosos e animais.A novidade deste estudo é, entre outras, a metodologia, já que para validar cientificamente as hipóteses, procurámos que fossem os próprios beneficiários da terapia assistida por animais de companhia (TAAC) os reais protagonistas da avaliação e não meros objectos de estudo passivos.Partindo de uma instrução simples, foi pedido aos idosos e ao funcionários do lar que expressassem livremente a sua opinião (em termos de benefícios e inconvenientes) relativamente à presença dos animais no lar. Todos este material testemunhal, obtidos a partir de pessoas directamente implicadas na TAAC, foi gravado, transcrito, analisado e comparado, passando a constituir a base do nosso estudo qualitativo.Os resultados obtidos confirmam, verificam e ampliam as conclusões apresentadas em congressos e em comunicações científicas anteriores, centradas basicamente nos benefícios físicos, psicológicos e sociais que as TAAC trazem às diferentes populações.

Fonte:Psicologia.com.pt

sábado, 5 de setembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Terapia com cães ajudando crianças com lesões neurológicas em Jundiaí

Terapia com boto ajuda crianças com necessidades especiais em Manaus


Liège Albuquerque

São Paulo - A delicadeza das crianças ao entrar na água é logo quebrada pela algazarra dos brincalhões botos cor-de-rosa ou vermelho (Inia geoffrensis). O primeiro contato é de espanto, algumas crianças choram e riem ao mesmo tempo. O relaxamento vem depois, como se aquele roçar dos corpos lisos dos botos oferecesse um toque de magia nos meninos e meninas portadores de necessidades especiais ou de doenças, como câncer. É a bototerapia, uma iniciativa inédita feita em Manaus há três anos por um fisioterapeuta que tem uma certeza: quem participa a primeira vez não quer parar mais.
A terapia com o golfinho de rio em seu hábitat natural tem o aval de um veterinário especialista em animais amazônicos, Anselmo Da”Fonseca, de uma bióloga especialista em botos, Vera da Silva, ambos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Participa também uma médica hematologista do Instituto de Hematoterapia do Amazonas (Hemoan), Socorro Sampaio, que acompanha mensalmente à bototerapia pelo menos dez crianças em tratamento de graves problemas, como leucemia.
No atendimento gratuito, também há crianças especiais, com síndrome de Down, hidrocefalia ou má formação genética, encaminhadas por instituições de Manaus. A iniciativa foi apresentada há três anos para esses profissionais pelo fisioterapeuta Igor Simões, que passou seis meses nadando todos os fins de semana com os botos para estimular a interação deles com humanos. Conseguiu a parceria do hotel de selva Ariaú, que uma vez por mês banca a viagem de mais de uma hora até o local onde vivem os botos, além das refeições do grupo.
Autoestima
“O problema é que não temos como trazer mais do que dez crianças e só uma vez por mês”, diz Simões. Em busca de uma licença para uso terapêutico dos botos, que está em avaliação pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Simões conseguiu documento com as assinaturas da médica que trata das crianças, do veterinário e da bióloga. “Depois que começam a participar do projeto, as crianças passam a se alimentar melhor, ficam mais alegres, confiantes e com mais autoestima. Isso tudo ativa seu sistema imunológico”, afirma Socorro.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Hospital Irmã Dulce pretende implantar terapia com animais

De A Tribuna On-line

A ‘pet terapia’, ou terapia por animais, é um dos projetos de humanização que o Hospital Municipal Irmã Dulce pretende implantar para melhorar a evolução clínica dos pacientes. O projeto está em fase de planejamento e deverá contar a participação do Canil da Guarda Civil Municipal (GCM). A princípio, dois cães estão em análise: Satine, da raça golden retriever, e Brown, um labrador da Guarda Civil Municipal.
A fonoaudióloga Eliane Selma do Valle Blanco, coordenadora do projeto e dona de Satine, explica que a pet terapia consiste em visitas semanais monitoradas de animais a crianças e adultos internados, tanto nos leitos como em outros espaços do hospital. “A presença do animal faz com que as pessoas se sintam mais relaxadas num lugar onde, às vezes, podem se sentir ameaçadas”, destaca.
A terapia pode se desenvolver com outros animais, como gatos e coelhos, apesar do cão ser preferencial no envolvimento com humanos no ambiente hospitalar. “Eles ajudam a diminuir a resistência a tratamentos dolorosos e ao próprio ambiente, que pode parecer hostil. Isso acaba fomentando a recuperação física rápida, entre outros benefícios”, explica a fonoaudióloga, que pesquisa o assunto e procura conhecer experiências de hospitais que promovem o serviço.
Em seu estudo, a técnica encontrou resultados positivos na recuperação não apenas de crianças, mas também de adultos. “Para pacientes psiquiátricos, o animal acaba atuando como um elo entre ele e o mundo”, menciona. “Temos conhecimento de trabalhos com idosos, pacientes com senilidade ou mesmo Alzheimer. Ver aquele animal acaba evocando memórias afetivas, fatos da vida, o que favorece a comunicação”.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Homenagem aos nossos amigos de quatro patas

APENAS UM CÃO


De vez em quando escuto alguém me dizer: - Pára com isso! É apenas um cão!!!
Ou então...- Mas é muito dinheiro pra se gastar com ele! É apenas um cão.
Estas pessoas não sabem do caminho percorrido, do tempo gasto ou dos custos que significam "apenas um cão".
Muitos dos meus melhores momentos me foram trazidos por " apenas um cão".
Por muitas horas em minha vida, minha única companhia era "apenas um cão". E eu não me senti desprezado.
Muitas de minhas tristezas foram amenizadas por "apenas um cão".
E naqueles dias sombrios, o toque gentil de "apenas um cão" me deu conforto e motivo para seguir em frente.
E se você também é daqueles que pensam que ele é "apenas um cão", com certeza deve entender bem expressões como "apenas um amigo", "apenas um nascer de sol", apenas uma promessa"...
"Apenas um cão" deu a minha vida a verdadeira essência da amizade, da confiança, da pura e irrestrita felicidade.
"Apenas um cão" faz aflorar a compaixão e a paciência que fazem de mim uma pessoa melhor.
Por causa de "apenas um cão", eu me levanto cedo, faço caminhadas e olho com mais amor para o futuro.
Porque pra mim... e pras pessoas como eu... não se trata de "apenas um cão", mas da incorporação de todos os sonhos e esperanças do futuro; das lembranças afetuosas do passado; da pura felicidade do momento presente.
"Apenas um cão" faz brotar o que há de bom em mim e dissolve meus pensamentos e as preocupações do meu dia.
Eu espero que, algum dia, as pessoas entendam que não é "apenas um cão", mas aquilo que me torna mais humano e me permite não ser "apenas um homem"...
Então, da próxima vez em que você escutar a frase "É apenas um cão", apenas sorria para estas pessoas porque elas apenas não entendem...


Texto: Sandra Dee - (tradução: Cris Sousa)