quinta-feira, 29 de abril de 2010

Tratamento oncológico começa a adotar a cão terapia

O tratamento oncológico torna-se complicado e difícil para o paciente que muitas vezes precisa, além de uma equipe médica especializada, do apoio da família, da presença dos amigos, de atividades culturais e de lazer. Junto a tudo isso, é necessário também um bom acompanhamento psicoemocional, aumentando a chances de cura.

Os principais centros mundiais de tratamento oncológico estão com uma novidade inusitada: a participação de animais no processo, ou seja, a cão terapia, que utiliza cães treinados e devidamente apropriados para o convívio com pacientes em ambiente hospitalar, permitindo que os doentes brinquem e se distraiam com os animais.

O Brasil já está adotando o tratamento por intermédio de profissionais da área psicológica. A cão terapia é um trabalho científico, cujos resultados são notados a cada sessão, e não é uma atividade lúdica, como muitos pensam.
A médica veterinária e tutora do Portal Educação, Danielle Pereira, afirma que um cão traz alegria e diversão à maioria das crianças. “A ideia de incluir o animal no tratamento de crianças com câncer é perfeita porque essa relação pode trazer resultados surpreendentes, estimulando a autoestima e até minimizando os traumas do tratamento”, ressalta a veterinária.

Com a cão terapia, pôde-se notar melhoras no quadro do paciente oncológico como a redução da pressão arterial, da frequência cardíaca, da depressão, da dor e uma consequente diminuição de uso de medicação psicotrópica e analgésica, além do estímulo à prática de atividades físicas.


Fonte: Portal Educação

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Participe! - Campanha Adote um bichinho e salve uma vida

Venha participar e divulgue !
Sábado dia 1 de maio, das 9 as 16 h acontecerá a Campanha Adote um bichinho e salve uma vida, na rua Marques de Abrantes 19 lj B, em frente a loja Agua Point. No Flamengo a campanha é realizada todo primeiro sábado do mês, mas em abril devido o feriado será no proximo sábado, e tem por objetivo incentivar a adoção de animais abandonados nas ruas e praças da cidade. Poderão ser adotados cães e gatos, tanto filhotes como adultos. Também poderão ser adotados animas especiais da campanha Faça Diferente, adote um animal deficiente.
Também estaremos recebendo doações de ração, medicamentos, jornais, produtos de limpeza, areia higiênica e qualquer tipo de agasalho.
Para adotar um animalzinho, os interessados deverão levar um comprovante de residência e um documento de identificação, além de assinar um termo de responsabilidade.
Quem tiver interesse em trazer animais para adoção ou em ser voluntário, entre em contato!
andrealambert@terra.com.br / 9632-8115

Divulgação: ONG ANIDA

terça-feira, 27 de abril de 2010

Curso de Psicoterapia Assistida por Animais - Dr. Alexandre Monteiro

Curso ministrado pelo Dr. Alexandre Monteiro,coordenador do Projeto Animallis de Terapia Assistida por Animais. Inscrição com 50% de desconto para os dois primeiros voluntários do Projeto Pêlo Próximo que quiserem participar do curso.

Que exemplo! O Cachorro que é ativista ecológico

Conheça Puglet o cachorrinho que é ecologicamente correto, ele recicla, faz compras conscientes e muito mais. 
Siga o bom exemplo deste lindo cachorrinho e pratique a sustentabilidade no seu dia a dia.
Assista o video e o conheça:



Fonte: Portal Coletivo Verde

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Revista Mundo Bicho de Santa Catarina destaca o Pêlo Próximo em sua edição

Dica de Leitura - Nanquim Memórias de um Cão Terapeuta

Nanquim é um cachorro escritor que, convencido de sua beleza e charme, decidiu contar sua história. Ele foi o escolhido - de uma ninhada de sete filhotes -, pelo Doutor, para morar em uma casa grande e silenciosa, cheia de corredores e alas, onde tudo era branco, e também moravam duas coelhas.

Tinha a função de visitar as pessoas que iam e vinham. Em uma dessas visitas, ele conheceu Maia que, diferente das outras crianças, não correspondia às suas gracinhas. As coelhas lhe contaram que a menina sofria de uma doença grave e corria o risco de morrer. O cão ficou abalado, fugiu da casa para conhecer "o mundo colorido", pois, até então, no seu mundo só havia o branco e o cinza.


Na rua, Nanquim conheceu Gengibre - outro cachorro - que lhe explicou o significado de seu trabalho: Nanquim morava em um hospital que tratava de pessoas com câncer e não era a sua beleza e charme que conquistavam as pessoas, mas o carinho e atenção que dedicava aos doentes.

Texto construído com vários recursos de tipografia e ilustrado com imagens em movimentos que se apropriam das cores para narrar em "duas vozes" a história, cujo conteúdo tem uma proposta inovadora e se abre como alternativa para aqueles que buscam a cura. Nanquim existe! Ele faz parte da equipe de um hospital de Santos (SP) que trabalha com a pet terapia.

Uma bela iniciativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Divulgue!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pêlo Próximo em destaque no Portal R7

Projeto carioca incentiva a zooterapia

Cães ajudam a estimular o raciocínio e a coordenação motora

Do R7
 
Getty Images 
Foto por Getty Images
ONG recruta cães para tratar pacientes doentes

Por meio da TAA (Terapia Assistida por Animais, do original em inglês, "Animal Assisted Therapy") ou zooterapia, cães podem ajudar a estimular o raciocínio e a coordenação motora de pacientes doentes. Pensando nisso, um projeto do Rio de Janeiro incentiva o tratamento com a ajuda dos animais.

Os voluntários do Pelo Próximo – Solidariedade em 4 Patas visitam escolas e instituições que cuidam de crianças, idosos, adultos e portadores de necessidades especiais. O grupo realiza atividades como apresentação de agility (esporte que mede velocidade e habilidade do cão), boliche, futebol, contato direto com o animal e exercícios que estimulam o raciocínio e trabalham a coordenação dos pacientes.
 
A organizadora e psicóloga do projeto, Roberta Araújo, diz que a proposta é realizar um trabalho focado no cão, que é o principal instrumento.
 
 - Em cada visita, procuramos realizar um exercício diferente, adaptando o grau de dificuldade para cada situação. Esses animais promovem verdadeiros milagres, eles mudam completamente a rotina de nossos visitados, estimulam o raciocínio e principalmente recuperam a auto-estima dos pacientes.
 
Seu cão também pode ajudar

Seu cachorro pode ser um voluntário do projeto. Para participar, todos precisam estar vacinados, vermifugados e não podem demonstrar qualquer tipo de agressividade. Os bichos passarão por uma avaliação comportamental, que será realizada pelo adestrador e coordenadores do projeto.

O dono deve apresentar um atestado do veterinário comprovando a boa saúde do animal.

Para entrar em contato com a equipe do projeto Pelo Próximo, basta acessar o blog do projeto: www.peloproximo.blogspot.com.

terça-feira, 20 de abril de 2010

“Projeto Pêlo Próximo” busca parceria solidária com empresas

Voluntários realizam visitas filantrópicas de pet terapia em várias instituições do Rio de Janeiro



Criado no Rio de Janeiro, o Projeto Pêlo Próximo – “Solidariedade em 4 patas”, tem por objetivo chamar a atenção  para a importância do trabalho da pet terapia. O  grupo, formado por voluntários, realiza um trabalho filantrópico de visitas a Instituições que cuidam de crianças, idosos, portadores de necessidades especiais e escolas.

O grupo conta atualmente com 35 voluntários, dentre eles pode-se encontrar veterinário, adestrador, fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta, acupunturista, terapeuta ocupacional e uma estagiaria de pedagogia, que tem a função de estimular através da leitura a importância do respeito aos animais e esclarecer de forma lúdica a posse responsável.

O Projeto conta hoje com um staff de 23 cães, que realizam diversas atividades com pacientes, assim como contato direto com o animal; exercícios para estimular o raciocínio e trabalhar a motricidade fina dos pacientes; escovação; exercícios com arco; exercícios de estimulação usando o boliche e o futebol; além de apresentação de agility e show dog.

Nas visitas às instituições infantis, o Projeto conta com o “Pet Health”. Nessa atividade, as crianças assumem a função de médicos mirins, colocando máscaras de cirurgia e sendo incentivadas a explorar o corpo do cão no sentido de escutar seu coração, seus pulmões, simular aplicação de injeção, fazer curativos, medicar (com água) e finalizando, realizam o diagnóstico do animal. Essa atividade serve como estímulo ao raciocínio e a criatividade das crianças, ao mesmo tempo em que as conscientizam da importância que tem uma vida.

“Por se tratar de um projeto voluntário, não temos recursos. Toda a estrutura do projeto, como transporte, equipamentos e uniformes são adquiridos pelos próprios voluntários. Infelizmente, isso dificulta em muito o atendimento a todas as Instituições que solicitam nossas visitas pois, algumas são distantes do centro do Rio e temos voluntários que não possuem uma condução própria para irem até os locais. Estamos procurando parcerias com empresas que queiram ajudar oferecendo seus serviços ao projeto. Nosso sonho é poder atender a todos que necessitam do tipo de trabalho que realizamos, pois esses animais mudam completamente a rotina de nossos visitados recuperando, a curto prazo, a auto-estima dos pacientes facilitando sua melhora ou até mesmo sua cura.” - finaliza finaliza Roberta Araújo, coordenadora geral do projeto.

Para entrar em contato com a equipe do Projeto Pêlo Próximo, basta enviar um email para peloproximo@gmail.com ou acessar o blog do projeto www.peloproximo.blogspot.com

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Projeto carioca de Pet Terapia leva esperança a quem mais precisa

“Pêlo Próximo” quer mostrar a importância e os benefícios dos animais no tratamento de doenças


Criado no Rio de Janeiro, por um grupo de voluntários amantes dos animais, o Projeto Pêlo Próximo – “Solidariedade em 4 patas”, tem por objetivo chamar a atenção  para a importância do trabalho da terapia canina. O grupo realiza um trabalho filantrópico de visitas à Instituições que cuidam de crianças, idosos, adultos,portadores de necessidades especiais e escolas.

O trabalho do grupo, que conta hoje com um staff de 23 cães, é proporcionar uma tarde de alegria, realizando atividades com cães e pacientes, apresentação de agility, show dog, boliche, futebol, contato direto com o animal e exercícios com arco, escovação e exercícios para estimular o raciocínio e trabalhar a motricidade fina dos pacientes. Nas visitas às instituições infantis, o Projeto conta com o “Pet Health”. Nessa atividade, as crianças assumem a função de médicos mirins, colocam máscaras de cirurgia e são estimuladas a explorar o corpo do cão, escutam o coração, simulam a aplicação de injeção, de curativos, medicam com água e no final fazem o diagnóstico do animal.

O grupo conta atualmente com 35 voluntários, dentre eles veterinário, adestrador, fonoaudióloga,psicólogo, fisioterapeuta, acupunturista, terapeuta ocupacional e uma estagiaria de pedagogia, que tem a função de estimular através da leitura a importância do respeito aos animais e esclarecer de forma lúdica a posse responsável.

- “Nossa proposta é realizar um trabalho diferente trazendo para o centro das atenções o cão, que é o nosso principal instrumento de trabalho. Em cada visita, procuramos realizar um exercício diferente, adaptando o grau de dificuldade para cada situação. Esses animais promovem verdadeiros milagres, eles mudam completamente a rotina de nossos visitados, estimulam o exercício, o raciocínio e principalmente recuperam a auto-estima dos pacientes.Esse projeto é muito gratificante para todos nós, pois saímos com a sensação de dever cumprido e com o olhar e sorriso dessas pessoas guardados em nossa mente” – afirma a organizadora e psicóloga do projeto Roberta Araújo.

Para participar do Projeto, todos os cães precisam estar vacinados e vermifugados, passar por uma avaliação comportamental que será realizada pelo adestrador e coordenadores do projeto, apresentar um atestado do veterinário comprovando a boa saúde do animal e, principalmente, não podem demonstrar qualquer tipo de agressividade.

Para entrar em contato com a equipe do Projeto Pêlo Próximo, basta enviar um email para peloproximo@gmail.com ou acessar o blog do projeto www.peloproximo.blogspot.com

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Em breve nosso site estará no ar!!!

APAE de Pinda realiza projeto Cão Terapia

A APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Pindamonhangaba realiza, desde maio de 2009, o Projeto Cão Terapia. Com o objetivo de auxiliar no trabalho de reabilitação, a integração entre os pacientes e o cão com atividades de fisioterapia tem proporcionado benefícios visíveis nos alunos como a melhora da capacidade motora e aumento da auto-estima, além de estimular a interação social e ter uma ação calmante.

Atualmente, o projeto conta participação de aproximadamente 25 alunos e trabalha com cinco cães, de médio e grande porte, para a realização das atividades. Os animais que participam deste projeto ficam em posse de seus donos e nos horários da terapia, que acontecem na segunda-feira das 13h ás 17h e na sexta das 8h às 12h, os Cães Terapêuticos são levados até a unidade da APAE.

Dentre as atividades realizadas está o arremesso de bolas, equilíbrio com o bambolê, contato e passeios com os animais. “O trabalho com pacientes portadores de necessidades especiais têm resultados á longo prazo. Porém, com o auxilio dos cães estes progressos têm sido imediatos”, comenta a fisioterapeuta Ana Karina Bondioli, que trabalha no Cão Terapia.

Para que o cão possa se tornar um Cão Terapêutico, de acordo com o especialista em comportamento canino, José Eduardo dos Santos, não é tão importante a raça do animal mas sim o comportamento que o mesmo apresenta. É preciso que o cão seja dócil, confiante, tolerante e goste de ter contato com crianças. “Os cães passam por uma avaliação onde analisamos os pré-requisitos e se ele estiver de acordo passa a integrar o projeto” explica Santos, que é um dos responsáveis pelo projeto na cidade.
O projeto Cão Terapia conta também com a participação da fisioterapeuta Renata Toledo e com o médico veterinário Alexandre Sassaki.

Fonte: Portal Agora Vale

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cães da Guarda ajudam em terapia de isosos e deficientes


A Guarda Civil de São Caetano vem realizando na cidade um trabalho exemplar junto a profissionais da área de assistência a pessoas com necessidades especiais e idosas a partir do projeto Pet Terapia. A iniciativa tem como objetivo, a partir de visitas a entidades assistenciais, proporcionar, com uma finalidade terapêutica, um contato maior da população com os cães da GCM resultando em um programa de tratamento que promove ganhos na saúde.
 

O subcomandante da Guarda, José Rogério Gonçalves Dourado, confirma os benefícios da ação. "As nossas visitas têm surtido ótimos resultados, para a corporação que tem maior atuação no lado social, e também à população, que pode contar com uma maior qualidade de vida. A proposta é fortificar e ampliar ainda mais esta ação".
 

A Guarda conta com a ação os cães Aron, da raça Pastor Alemão Capa Preta; Snipeer, também um pastor Alemão Capa Preta; além da participação do Golden Retriever Chucky. De acordo com o encarregado do pelotão, José Hoft, o projeto-piloto vem atendendo boa parte da população. "Cerca de 95% dos asilos e abrigos da cidade já receberam nossas visitas". Monica de Assis Morais, do Abrigo a Velhice 


Desamparada Irmã Ana Ama, aprovou a iniciativa. "Gostei de todos os cachorros e fiquei muito feliz". Maria Aparecida Neves superou um obstáculo. "No começo estava com medo dos cachorros, mas depois não resisti e quis fazer carinho neles. Adorei a experiência", destacou.

Fonte: Jornal ABC Reporter

Cães levantam astral de idosos em asilos

Os cães Aron, Snipper (pastores-alemães), Chucky, Átila (golden retriever), Domec (retriver/labrador) e Bisteca (border collie) são responsáveis por uma novidade no dia a dia de idosos em casas de repouso e de alunos especiais em escolas do Grande ABC. Os bichos realizam trabalho de pet-terapia - tratamento em que a interação entre pessoas e animais beneficia a saúde dos pacientes, visando qualidade de vida. O Diário foi em duas instituições da região e acompanhou o trabalho.
Em São Caetano, a promotora Maria Izabel do Amaral Sampaio Castro entrou com pedido na Promotoria do Idoso para que os 15 asilos da cidade pudessem receber os cães da Guarda Civil Municipal para a pet-terapia. As visitas foram agendadas há dois meses e, até a semana passada, 11 insituições receberam a visita dos bichos.

"Eles (os guardas-civis e seus cachorros) estão fazendo um excelente trabalho e espero em breve aplicar esse projeto em outras instituições", afirma a promotora. Na visita, os cães realizam apresentação de adestramento durante 30 minutos. Depois, ficam mais 30 à disposição para interagir com as pessoas. A Guarda Civil Municipal informa que os cães terapeutas são animais saudáveis, que, além de vacinados e treinados para a função, passam por avaliação física e psicológica. Os cachorros escolhidos são os mais dóceis, pacientes e disciplinados.
Na Casa de Repouso Raio de Sol, no bairro Santa Maria, a pet-terapia teve início neste ano e já é a atividade preferida dos 23 idosos que moram na instituição. Segundo o gerente Celso Romero, o objetivo é levar uma forma de entretenimento diferenciada. "Os cães passam tranquilidade para os idosos. Os pacientes ficam mais calmos e sociáveis depois da terapia", pondera.
Rosa de Jesus Monteiro, 77 anos, e Lia da Costa, 83, partilham da mesma opinião e se dizem contentes com a nova atividade. "É um carinho muito gostoso que eu sinto quando os cães estão aqui", comenta Rosa. "Sem dúvida alguma é melhor que ficar vendo televisão. Seria melhor ainda se essa atividade pudesse ser toda semana", aponta Lia.
São Bernardo - Já em São Bernardo, na unidade do Riacho Grande da Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais), o trabalho de pet-terapia já está no segundo ano e, atualmente, 60 alunos participam das atividades com os cães.

Para Simone Senna, gerente da Avape e terapeuta ocupacional, a atividade com os cães aumenta a autoestima dos pacientes. "É um programa de desenvolvimento social e pessoal. A terapia é fundamental para auxiliar nos tratamentos dos nossos alunos", afirma.
Portador de deficiência intelectual leve, Cristiano Gomes Costa, 22, conta que quando começou a participar da terapia não gostava muito, mas aos poucos ele foi ficando amigo dos cães e agora não perde uma aula com os animais. "Antes eu não gostava muito dos cães, mas depois que fui participando das atividades acabei gostando e agora toda sexta-feira participo da terapia."

Medicina do ABC estuda implementar tratamento

Em Santo André, há projeto para implantação da pet-terapia em duas unidades de Saúde. O setor de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC estuda implementar o tratamento, que depois poderá ser expandido para a Clínica Pediátrica do Hospital Estadual Mário Covas. A informação é do médico Jairo Cartum, coordenador do Ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC.

Ele disse que, "antes de qualquer coisa", uma preparação das famílias dos pacientes é necessária. "É preciso explicar para as mães que os cães são treinados e especializados para ajudar nos tratamentos", destacou.
Segundo o Cartum, a negociação com uma ONG de São Paulo já está bem avançada para parceria neste sentido. O médico espera que, depois de realizado na Faculdade de Medicina do ABC , o tratamento possa ser estendido à Clínica Pediátrica do Hospital Estadual Mário Covas. "O objetivo é implantar o mais breve possível a pet-terapia nas instituições."

Especialistas contam que autoestima melhora

A pet-terapia é usada como alternativa à televisão ligada na sala das instituições de assistência a idosos. Psicólogos, coordenadores e fisioterapeutas consideram o tratamento ideal para levar alegria e descontração aos pacientes.
"O cão passa uma energia muito positiva. As pessoas que normalmente passam por essa terapia acabam vendo nos animais que vale a pena viver para se divertir com uma simples brincadeira", contou a fisioterapeuta Ligia Taets.
Por conta do impacto direto na autoestima dos pacientes a pet-terapia foi implantada nas unidades de São Bernardo da Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais), no Centro da cidade e no Riacho Grande. O trabalho é realizado há dois anos.
Para o adestrador da Avape Evandro Baptista, a pet-terapia ajuda os estudantes a melhorar sua autoconsciência corporal e diminui a agressividade. "O cão aumenta a motivação das pessoas e trabalha a questão emocional dos alunos."

De acordo com o psicólogo Klaiton Giordini, além do humor e da disposição dos pacientes, a pet-terapia faz com que tratamentos médicos sejam menos dolorosos. "A prática só tem pontos positivos", afirmou.
Segundo o coordenador do ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC, Jairo Cartum, há benefício triplo ao se utilizar esse tipo de terapia com os pacientes.
"Primeiro é a adesão maior ao tratamento (psicológico a que os pacientes de câncer são submetidos). Segundo, o ambiente (da unidade de Saúde) fica bem mais leve. E, em terceiro, os pacientes passam a responder melhor às medicações impostas para combater o câncer", destaca.

Cartum disse ainda que os cães não oferecem perigo algum. "Os animais são responsáveis por fazer avanços nos tratamentos."

Fonte: Diário do Grande ABC

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Benefícios da Terapia com animais

Animais de estimação "trabalham" com donos em escritórios


Levar os bichos de estimação para o trabalho é uma prática comum em países como os Estados Unidos e o Canadá. Para algumas empresas, como o Google, a presença de pets é um modo de descontrair o escritório e gerar resultados positivos. Uma campanha norte-americana intitulada "Take Your Dog to Work Day" incentiva empregadores a permitir o acesso de animais ao ambiente de trabalho.
Menos estresse

Os benefícios não são apenas teoria dos apaixonados por animais. Segundo a psicanalista Silvana Prado, membro do Inata (Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais), 15 a 20 minutos de interação com um cão são suficientes para potencializar o elo entre o funcionário e a empresa. "O animal é um facilitador. Sua presença no ambiente de trabalho eleva a autoestima, diminui o estresse, a solidão e a ansiedade."

O contato entre o animal e o homem também tende a favorecer o rendimento. "Pode ser o caminho para um problema cuja solução o funcionário não consegue encontrar."

De acordo com a psicanalista, estudos comprovam que a presença de animais reduz a pressão arterial e a frequência cardíaca. "O contato ativa um neurotransmissor que libera a serotonina, substância sedativa e calmante, além de hormônios como a oxitocina -responsável pela confiança- e a prostatina, o hormônio do vínculo social", explica.

Desde que levou os gatos para o escritório, Lívia diz que a equipe está mais unida. "Além disso, se o funcionário for comprometido, ele também vai se responsabilizar pelo bem-estar do animal naquele ambiente."

Fonte: Folha Online

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Alzheimer -Terapia Afetiva

Estudo realizado pela aluna de psicologia e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Luciana Teixeira Guimarães, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), investigou os benefícios propiciados pela terapia assistida com animais, em idosos institucionalizados com diagnóstico de processo de demência tipo Alzheimer. A revelação é que os idosos, sobretudo quando institucionalizados, sentem uma enorme necessidade de receber demonstrações de afeto, como o toque, atenção e carinho, o que muitas vezes acaba não ocorrendo, pois estão afastados do convívio social. De acordo com Teixeira, a terapia com animais enfatiza bastante o tato e o contato, além de exercitar habilidades cognitivas como a memória afetiva, ou seja, aquela despertada por algum fato que traz lembranças com certa ligação afetiva.


A coleta de dados ocorreu por meio de observação, durante o tratamento em atividade assistida do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (INATAA) - "Projeto Cão do Idoso", realizado na Associação Beneficente A Mão Branca de Amparo aos Idosos, em São paulo. O método aponta diversos benefícios aos pacientes, tais como: diminuição da pressão sanguínea e frequência cardíaca, do uso de calmante e antidepressivo; melhora do sistema imunológico; estímulo da interação social; melhora da capacidade motora; diminuição da quantidade de medicamentos utilizados e melhoria da auto-confiança e auto-estima.

Segundo Teixeira, o projeto recebe o acompanhamento de profissionais de diversas áreas. Veterinários, psicólogos e assistentes sociais são alguns especialistas envolvidos. Os cachorros estão sempre muito limpos e com exames que comprovam sua saúde. São escolhidos levando-se em conta as necessidades dos assistidos, uma avaliação de comportamento, para impedir situações desagradáveis, como mordidas, latidos inadequados, brigas com outros cães, inquietude, ou mesmo a falta de interesse na interação.

"Na relação com o cachorro permeiam-se sensações, emoções, palavras, imagens e posturas. O animal passa a ser um caminho pelo qual o idoso pode expressar de forma corporal e simbólica com suas lembranças, seus sentimentos, pensamentos e conceitos. Recordar vivências é o caminho da re-significação da história pessoal presente. Caso estas senhoras tivessem suas comunicações invalidadas, consideradas sem sentido, avaliadas em falsas memórias, a sua verbalização diminuiria, o que poderia acarretar no avanço da situação de Alzheimer", finaliza Teixeira.
A pesquisa foi orientada pela professora Regina Célia Gorodscy, doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e co-orientada pela docente Ruth Lopes, coordenadora do Programa de Estudos Pós Graduados em Gerontologia, da PUC-SP.

Fonte: Blog Longevidade