terça-feira, 8 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Fique por dentro - Quando e onde a Pet Terapia surgiu?
TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS (TAA):o cão como dispositivo terapêutico na clínica fonoaudiológica
" a interação terapeuta/paciente;" intensificou a atividade dialógica entre o par;" a gestualidade e a movimentação corporal comunicativamente eficientes (LaFRANCE e outros, 2007);" a motivação para as atividades de leitura e escrita por parte dos pacientes;" a diminuição dos sintomas manifestos na linguagem oral e/ou gráfica, e" a mobilização da afetividade positiva dos pacientes.
Além dos benefícios descritos, outros já apontados cientificamente comprovam que quando crianças e animais estão juntos, seja em uma terapia, na sala de aula ou em outras atividades:
o Cria-se um ambiente motivador para as crianças interação.o Proporciona-se atividades interessantes, espontâneas, facilitando a aprendizagem e a comunicação.o Facilita-se o desenvolvimento emocional através do vínculo formado entre a criança e cão no qual muitos sentimentos são trocados, auxiliando na superação de conflitos e em uma maior consciência de si mesmo.o Encoraja o respeito por todas as formas de vida, desenvolvendo senso de responsabilidade e de cuidado consigo e com o outro.o Facilita a comunicação, favorecendo processos interativos entre criança e cão e/ou com os outros próximos a eles.o Favorece a expressividade, em diversas formas, já que o animal não julga nem tem preconceito.
E foi o psicólogo infantil norte-americano Boris M. Levinson que, na década de 60, trouxe para a ciência e a prática a riqueza do potencial terapêutico das relações entre crianças e animais. Em seu trabalho ele percebeu que a natureza do vínculo entre pessoas e animais era de uma qualidade diferenciada. Contudo, essa experiência vivenciada por ele significou uma nova visão para a abordagem terapêutica, baseada na relação do homem com o animal.
Era o fim dos anos 50, em Nova York. Havia um mês o psicólogo infantil americano Boris Levinson tentava estabelecer contato com o seu mais novo paciente, um menino de quase 10 anos com sérios problemas de socialização. Certo dia, o pequeno paciente chegou antes da hora marcada para a consulta e, na sala de espera, encontrou "Jingles", o cão labrador do doutor Levinson. Ao abrir a porta de seu consultório, qual não foi a surpresa do psicólogo: abraçado ao cachorro, o menino discorria sobre suas angústias e aflições. A experiência motivou Levinson a usar o "doutor" Jingles no tratamento de autismo. Ele descobriu que o animal propiciava às crianças a oportunidade de expressar suas emoções. Os resultados dos estudos de Levinson foram divulgados em 1962, num artigo intitulado "The dog as a 'co-therapist'" ("O cachorro como um 'co-terapeuta'"). Na ocasião, o psicólogo foi motivo de chacota entre os colegas. Hoje, passadas mais de quatro décadas, as teorias de Levinson são levadas muito a sério. Está comprovado que a convivência com animais faz bem à saúde física e mental dos seres humanos de qualquer idade. (FUCKS, 1989)
As experiências com animais em ambientes terapêuticos, nos moldes da TAA, ao longo destes anos, têm mostrado que este dispositivo é potencializador para os processos em que os envolvidos apresentam motivação para estar com o animal. Crianças que apresentam recusas ao tratamento, mediante a presença de um cão no setting, esboçam entusiasmo, ressignificação do processo e interação ativa. Finalizo, ressaltando que as pesquisas atestam a eficácia da TAA em ambientes terapêuticos, bem como a gradativa mobilização de pesquisadores em direção ao tema.
Contato:camiladomingues_taa@ig.com.br
Fonte: Portal Fonoaudiálogo
domingo, 6 de setembro de 2009
Avaliação de uma terapia assistida por animais de companhia (TAAC) em idosos na Espanha
Fonte:Psicologia.com.pt
sábado, 5 de setembro de 2009
Delta Society and Pet Partners - Moment by Moment
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Terapia com boto ajuda crianças com necessidades especiais em Manaus

A terapia com o golfinho de rio em seu hábitat natural tem o aval de um veterinário especialista em animais amazônicos, Anselmo Da”Fonseca, de uma bióloga especialista em botos, Vera da Silva, ambos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Participa também uma médica hematologista do Instituto de Hematoterapia do Amazonas (Hemoan), Socorro Sampaio, que acompanha mensalmente à bototerapia pelo menos dez crianças em tratamento de graves problemas, como leucemia.
No atendimento gratuito, também há crianças especiais, com síndrome de Down, hidrocefalia ou má formação genética, encaminhadas por instituições de Manaus. A iniciativa foi apresentada há três anos para esses profissionais pelo fisioterapeuta Igor Simões, que passou seis meses nadando todos os fins de semana com os botos para estimular a interação deles com humanos. Conseguiu a parceria do hotel de selva Ariaú, que uma vez por mês banca a viagem de mais de uma hora até o local onde vivem os botos, além das refeições do grupo.
Autoestima
“O problema é que não temos como trazer mais do que dez crianças e só uma vez por mês”, diz Simões. Em busca de uma licença para uso terapêutico dos botos, que está em avaliação pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Simões conseguiu documento com as assinaturas da médica que trata das crianças, do veterinário e da bióloga. “Depois que começam a participar do projeto, as crianças passam a se alimentar melhor, ficam mais alegres, confiantes e com mais autoestima. Isso tudo ativa seu sistema imunológico”, afirma Socorro.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Hospital Irmã Dulce pretende implantar terapia com animais
A ‘pet terapia’, ou terapia por animais, é um dos projetos de humanização que o Hospital Municipal Irmã Dulce pretende implantar para melhorar a evolução clínica dos pacientes. O projeto está em fase de planejamento e deverá contar a participação do Canil da Guarda Civil Municipal (GCM). A princípio, dois cães estão em análise: Satine, da raça golden retriever, e Brown, um labrador da Guarda Civil Municipal.
A fonoaudióloga Eliane Selma do Valle Blanco, coordenadora do projeto e dona de Satine, explica que a pet terapia consiste em visitas semanais monitoradas de animais a crianças e adultos internados, tanto nos leitos como em outros espaços do hospital. “A presença do animal faz com que as pessoas se sintam mais relaxadas num lugar onde, às vezes, podem se sentir ameaçadas”, destaca.
A terapia pode se desenvolver com outros animais, como gatos e coelhos, apesar do cão ser preferencial no envolvimento com humanos no ambiente hospitalar. “Eles ajudam a diminuir a resistência a tratamentos dolorosos e ao próprio ambiente, que pode parecer hostil. Isso acaba fomentando a recuperação física rápida, entre outros benefícios”, explica a fonoaudióloga, que pesquisa o assunto e procura conhecer experiências de hospitais que promovem o serviço.
Em seu estudo, a técnica encontrou resultados positivos na recuperação não apenas de crianças, mas também de adultos. “Para pacientes psiquiátricos, o animal acaba atuando como um elo entre ele e o mundo”, menciona. “Temos conhecimento de trabalhos com idosos, pacientes com senilidade ou mesmo Alzheimer. Ver aquele animal acaba evocando memórias afetivas, fatos da vida, o que favorece a comunicação”.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Homenagem aos nossos amigos de quatro patas

Ou então...- Mas é muito dinheiro pra se gastar com ele! É apenas um cão.
Estas pessoas não sabem do caminho percorrido, do tempo gasto ou dos custos que significam "apenas um cão".
Muitos dos meus melhores momentos me foram trazidos por " apenas um cão".
Por muitas horas em minha vida, minha única companhia era "apenas um cão". E eu não me senti desprezado.
Muitas de minhas tristezas foram amenizadas por "apenas um cão".
E naqueles dias sombrios, o toque gentil de "apenas um cão" me deu conforto e motivo para seguir em frente.
E se você também é daqueles que pensam que ele é "apenas um cão", com certeza deve entender bem expressões como "apenas um amigo", "apenas um nascer de sol", apenas uma promessa"...
"Apenas um cão" deu a minha vida a verdadeira essência da amizade, da confiança, da pura e irrestrita felicidade.
"Apenas um cão" faz aflorar a compaixão e a paciência que fazem de mim uma pessoa melhor.
Por causa de "apenas um cão", eu me levanto cedo, faço caminhadas e olho com mais amor para o futuro.
Porque pra mim... e pras pessoas como eu... não se trata de "apenas um cão", mas da incorporação de todos os sonhos e esperanças do futuro; das lembranças afetuosas do passado; da pura felicidade do momento presente.
"Apenas um cão" faz brotar o que há de bom em mim e dissolve meus pensamentos e as preocupações do meu dia.
Eu espero que, algum dia, as pessoas entendam que não é "apenas um cão", mas aquilo que me torna mais humano e me permite não ser "apenas um homem"...
Então, da próxima vez em que você escutar a frase "É apenas um cão", apenas sorria para estas pessoas porque elas apenas não entendem...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Pet Terapia realizada com idosos na Itália
Universidade de Pelotas utiliza cães de rua na Pet Terapia
Eles também merecem um chance!
Giannina e Napoleão - Cumplicidade é a chave para o sucesso dessa dupla!
Sou dona de um cão da raça boxer, de 3 anos, chamado Napoleão. O Boxer, apesar de sua aparência grande e musculosa, é uma raça com uma índole muito boa, um temperamento tolerante e sociável, se adapta bem em qualquer ambiente, adora crianças e está sempre disposto a todo tipo de brincadeiras. Somos totalmente cúmplices um do outro.Sempre apoiei ações voluntárias visando arrecadar doações em geral. Quando passei a fazer parte do grupo de voluntários do Projeto Pêlo Próximo fiquei na duvida se estaria preparada para participar de um tipo diferente de doação, doação de tempo e de amor. Decidi tentar, estou aposentada, filhos criados, tempo mais livre e principalmente, de poder compartilhar de uma realidade diferente da minha e tudo isso acompanhada do meu melhor amigo.
O público alvo do Projeto Pêlo Próximo é a fatia da sociedade que infelizmente se encontra um pouco esquecida ou algumas vezes discriminada: idosos, crianças carentes, portadores de necessidades especiais. Logo nas primeiras visitas fomos muito bem recebidos. O cão é o principal responsável, ele abre todas as portas, quebra qualquer resistência, até os mais tímidos ou medrosos acabam sucumbindo ao olhar carinhoso e ao pelo sedoso de um cachorro. As visitas transcorrem num clima de total harmonia, a integração do animal com o visitado é clara e facilmente reconhecida pelo brilho do olhar.
Somos um grupo formado por pessoas comuns, sem uma formação em terapia médica mas com uma vontade enorme de acertar e ajudar. Procuramos fazer uma visita alegre, leve, com brincadeiras adaptadas às necessidades dos visitados , buscando somente o sorriso como resposta. Conversamos, ouvimos muito, aprendemos mais ainda, trocamos experiências, damos um pouquinho do nosso melhor; os animais voltam calmos, sentem que foram úteis, não sentimos o tempo passar. Posso afirmar que ser um voluntário no projeto foi a melhor decisão tomada!!!!!
domingo, 30 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Roberta, uma voluntária com um coração enorme!!!

O amor é a chave mestra capaz de abrir os grilhões da alma, de mover montanhas, de vencer os “medos” e provar que o ser humano, quando realmente quer, consegue atingir qualquer meta a que se proponha. Para tanto, só é necessário um pequeno estímulo, no qual o cão, como facilitador de atividades e sentimentos, cumpre sua parte estimulando as pessoas a fazerem exercícios sem que percebam.Os cães que, geralmente, provocam sorrisos por onde passam, despertam também a curiosidade e o afeto das pessoas, fazendo-as se moverem em sua direção.
Por isso me inspiro em meus animais, pois eles não enxergam essa diferença imposta. Essa diferença que, em geral, só é percebida quando se é o objeto da discriminação ou quando ele atinge alguém que lhe é muito caro. Nossos cães estão aí para provar que “fazem a sua parte” auxiliando e atendendo a todos sem nenhum preconceito, com a maior disposição e amor incondicional.
Cão terapia é uma alternativa para amenizar os efeitos do tratamento do câncer.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Depoimentos de nossos voluntários
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Dica de leitura imperdível

quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Cães os verdadeiros professores
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Cães auxiliam no tratamento de portadores da doença de Alzheimer
Barney, um cão bassé de 1 ano e meio, tem ajudado Léa Teixeira do Val Moura, de 74, a enfrentar os primeiros sinais da doença de Alzheimer. Com distúrbio de memória, ela se esquece, às vezes, de nomes, rostos e datas, mas jamais do cão: “Barney está com fome!”, “Vocês já deram água para ele?”, vai perguntando a senhora que sempre amou os animais.
A ligação de Léa com o cachorro faz parte de um tratamento. O projeto Pet terapia foi implantado pelo geriatra Renato Maia, no Hospital Universitário da Universidade de Brasília (UnB). Chefe do Centro de Medicina do Idoso (CMI) e presidente da Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria, ele afirma que “os animais têm lugar de destaque na reabilitação de idosos e, fundamentalmente, na promoção do bem-estar dos mais velhos”.
O projeto durou até o ano passado, para avaliar o impacto de cães na estimulação de pacientes com doença de Alzheimer. Coordenado pela médica veterinária Damaris Rizzo, envolveu, além de Barney, um animal adulto da raça golden retriever, sob rígido controle sanitário e de higiene.
“O cão comparecia às sessões usando um colete com a identificação do CMI, para designar sua função de ´terapeuta´” A despeito de sua docilidade, o animal era mantido sob controle da médica veterinária com uma guia.
Antes do início do programa, de acordo com o geriatra, pacientes e familiares foram questionados sobre a possível concordância com a terapia e a eventual fobia a cães por parte de alguns deles. “Antes da exposição do animal, os pacientes eram avisados do que iria ocorrer. A entrada do cão já era motivo de alegria e de risadas dos participantes. Eles eram convidados a afagar o cão, repetir o nome do animal e falar sobre a coloração da pelagem. Os resultados foram surpreendentes”, explica.
Efeitos
A técnica pode ajudar os pacientes a ativar a memória recente, a mais afetada pela doença. Além de melhorar o humor e estimular o contato físico. A iniciativa – única do gênero no Brasil e recebida com entusiasmo pelo diretor do CMI foi de três veterinárias.
As médicas veterinárias Damaris Rizzo, Esther Odenthal e Renata Guina querem mostrar que com a vacinação em dia e treinamento correto, os cães podem ser uma alternativa a mais no tratamento de várias doenças.
Hoje no Brasil, por exemplo, a única forma de terapia com animais prescrita por médicos é a equoterapia, na qual cavalos são utilizados no auxílio ao tratamento de problemas como autismo ou síndrome de down.
Embasadas por estudos norte-americanos e europeus que mostram os benefícios da pet-terapia no atendimento a pacientes com outros tipos de enfermidades, as veterinárias buscaram parcerias para iniciar o trabalho. Somente o Centro de Medicina do Idoso aceitou o desafio
A terapia realizada com os pacientes portadores de Alzheimer surtiu efeitos imediatos: alguns idosos conseguiram lembrar os nomes dos cachorros ao final de cada sessão; os pacientes chegaram a comentar em casa que havia no hospital dois cachorros, um preto e um branco; o humor e a atenção de todos melhoraram; pacientes antes monossilábicos, em contato com os cães, passaram a conversar mais.
“Os animais quebram a barreira da comunicação e isso é importantíssimo não só para o idoso como para seus familiares”, diz Damaris. O geriatra Renato Maia atesta a melhora: “Observamos diferenças positivas principalmente no aspecto afetivo dos pacientes, que ficaram muito mais contentes”.
Cão terapeuta
Para ser um cão-terapeuta, é preciso cumprir alguns requisitos. O animal deve ser:
– Treinado: o treinamento é o básico, que permite que o cão obedeça aos principais comandos e possa ser facilmente controlado pelo proprietário;
– Dócil: é mais que manso, o animal não pode atacar e deve aceitar vários tipos de manipulação, como o puxar do rabo, das orelhas, carinhos e afagos em qualquer parte do corpo, etc;
– Saudável: o cão deve passar por check up mensal, ser vacinado, estar livre de qualquer doença infectocontagiosa, tomar banho antes da sessão de pet-terapia, além de passar por uma avaliação psicológica para que se verifique se ele é apto a esse tipo de trabalho.
Com informações de Saúde Plena e UnB
Edição: Clarissa Poty
