terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Por que amamos tanto os bichos


Novas pesquisas científicas explicam nosso apego aos animais de estimação. Donos sofrem – e até se internam – com seus pets nos hospitais universitários

MARCELA BUSCATO E NATHALIA ZIEMKIEWICZ


As ideias do filósofo americano Henry David Thoreau sempre estiveram à frente de seu tempo. Ele morreu em 1862, a três anos de ver a Constituição americana oficializar a proibição da escravidão, uma das causas que defendera. Interessado nas interações humanas com a natureza, foi um dos precursores dos conceitos de ecologia e ambientalismo. Sua filosofia da desobediência civil – a resistência aos atos de governos injustos – influenciou líderes como o pacifista indiano Mahatma Gandhi. O pensamento de Thoreau permanece atual também num dos aspectos essenciais da vida moderna, quando trata da relação entre humanos e seus animais de estimação. Thoreau escolheu viver no campo, à beira de um lago, para desfrutar a vida simples. Lá, depois de observar os vizinhos e seus animais, chegou a uma conclusão que ainda hoje resume a relação do Homo sapiens com seus bichos domésticos: “Com frequência, um homem é mais próximo de um gato ou de um cachorro do que de qualquer outro ser humano”.
Capa 766 Banca (Foto: Johnny Duarte/ÉPOCA )
Desde os tempos de Thoreau, muita coisa mudou – mas esse aspecto da vida moderna apenas confirmou a percepção do filósofo. Os animais tornaram-se parte da família. Numa pesquisa recente, nove em cada dez pessoas ouvidas nos Estados Unidos afirmam que seus sentimentos pelos animais domésticos são semelhantes àqueles que nutrem pelas pessoas mais próximas. Para os amantes dos bichos, é apenas a constatação do óbvio. Para quem não gosta de intimidade com os animais, é um desvio de comportamento a ser explicado por psicólogos. Como é possível o sentimento por animais rivalizar com o apego às pessoas?
No recém-lançado What’s a dog for? (Para que serve um cão?, sem edição no Brasil), o jornalista americano John Homans investiga as explicações científicas e filosóficas para a “estranha situação de ter um predador em sua casa, deitado de barriga para cima, esperando alguém lhe fazer cócegas”. Em outro livro recente, também sem tradução no Brasil, Another insane devotion (algo como Outra devoção insana), o americano Peter Trachtenberg narra a procura por sua gata Biscuit, metáfora para seu casamento em crise. Ele descobre que o amor por Biscuit e o amor pela mulher guardam pontos em comum.
Goste-se ou não, a elevação do status dos animais a integrantes da família está aí. Basta passear pelos perfis de amigos e parentes nas redes sociais para constatá-lo. As fotos do cachorro disputam espaço com as do bebê. As declarações de amor aos animais se sucedem em cascata. Vídeos que capturam a fofurice de cãezinhos e as proezas de bichanos – já viram os gatos cantores? – são campões absolutos de audiência. A oferta de produtos e serviços para os bichos de estimação é mais um indício de amor desmedido: há de padaria a manicure especializada, num mercado que movimenta R$ 12,5 bilhões por ano no país. Estima-se que os brasileiros, donos de 101 milhões de animais domésticos, gastem R$ 400 mensais em cuidados com eles.
Fonte: Época


domingo, 18 de novembro de 2012

O Azar de nascer Pitbull


Quando a 12 anos atrás comecei a trabalhar com cães, meu primeiro aluno foi um Pit Bull de 5 anos e digo à vocês que foi um grande aprendizado. Eu na época, assim como muitos que estão lendo esse texto tinha uma imagem formada da raça e tive que lutar e aprender a ver o cão por trás da raça.
Descobri no meu aluno um cão mimado e acostumado a mostrar os dentes para conseguir tudo que queria. Claro, existem inúmeros casos assim pelo mundo todo! A diferença é que não se pode comparar a mordida de um Pit Bull com a mordida de um Poodle, York, etc.
Mas antes de qualquer coisa, vamos entender de onde veio o Pit Bull.
Existem várias versões da origem da raça, a mais encontrada é que o Pit Bull é o resultado da cruza do antigo BullDog com alguns terriers.
Na Inglaterra, os BullDogs antigos não eram o que nós conhecemos hoje. Participavam comumente de esportes sangrentos contra touros e ursos.
Percebendo que o BullDog tinha vantagem em massa corporal mas não tinha tanta agilidade, iniciaram as cruzas com alguns terriers, nascendo assim cães menores, resistentes, ágeis e valentes. Assim surgiu o Pit Bull.
Então como percebem, assim como o labrador vem geneticamente carregado de informações para ser um retriever, o Pit vem com a genética aguçada para ser um cão de temperamento forte.
Quando vejo matérias sobre ataques de Pit bulls, observo que ninguém, digo, ninguém mesmo procura saber dos fatos por trás da notícia.
O Pit Bull não é um cão agressivo, não é um cão assassino, ele não é o problema. Tudo começa com os criadores sem escrúpulos que cruzam seus cães indiscriminadamente sem se preocupar em se os pais apresentam alguma agressividade ou desvio de comportamento e muito menos se preocupam que tipo de pessoa está comprando.
Se uma família permissiva leva para casa um cão com temperamento forte, significa que os problemas são certos. Qualquer cão pode nascer com tendências a ser dominante, isso não é um privilégio dos Pits, porém as raças fortes, tem maior facilidade de intimidar [Rotweiller, Bull Mastiffe, Fila, Doberman, Pit Bull, etc].
Se todo criador se preocupasse com a saúde física e mental dos cães, jamais iria deixar nascer uma ninhada de cães agressivos ou inseguros, pois esses distúrbios são transmitidos geneticamente.
O caráter e a personalidade do cão dependem 20% da genética e 80% do ambiente. A maneira como é criado e as experiências sociais moldam seu temperamento e definem sua maneira de agir”, afirma a Dra. Rubia Burnier, Veterinária Solidária da ARCA Brasil, que há mais 15 anos pesquisa a agressividade canina.
Donos irresponsáveis também são grandes culpados pela “fama de mau” do Pit Bull. São donos que ou não se preocupam em educar seu cão e acham lindo o cão que rosne desde filhote quando tentam tirar algo dele ou fazem dele seu espelho como companheiros de brigas e atitudes violentas. Muitas vezes vi casos de cães criados acorrentados sem ser socializados porque na cabeça desse dono, o cão tem que ser criado assim para atacar quem entra no seu quintal. Bem, é fácil imaginar o que aconteceria se esse cão se soltasse e encontrasse uma criança correndo, certo?
Outro problema também e que muitos donos só conseguem pensar com o coração. Cães com temperamento forte tem que ter liderança desde cedo. Não basta apenas você dar carinho sem nenhum limite. Cães são seres que necessitam de liderança. Tratar seu cão como humano e a forma mais cruel de faltar com respeito a ele.
A idéia de que Labradores e Goldens são mansos e Pits e Rottweiler são agressivos  e totalmente errônea. Existem inúmeros Rotts e Dobermans extremamente dóceis e Goldens e Shitzus agressivos, portanto as Leis de extermínio da raça Pit Bull para mim não tem sentido. Deveria sim se criar uma Lei para supervisionar a compra de cães, permitindo somente canis com proprietários responsáveis e mais, que a educação do filhote e do dono fosse obrigatória e até mesma paga pelo governo.  Isso sim seria uma forma de controlar os criadores de fundo de quintal e conseqüentemente, evitar a criação de cães com problemas comportamentais.
Para quem pensa em adquirir qualquer cão, algumas dicas:
- Pesquise sobre a raça: Você tem certeza que pode oferecer o que o cão precisa?
- Adestre: Com o adestramento você terá um cão controlado e obediente.
- Socialize: A socialização é o melhor caminho para que seu cão cresça equilibrado e feliz
Eduque-se: Não ache graça em comportamentos indesejáveis desde cedo. Lembre-se que o cão vai te dar exatamente o que receber. Coloque limites.
Todo ser merece ser respeitado. Todo ser merece uma educação e merece saber o que a sociedade espera dele. Porque tem que ser diferente com os Pit Bulls?
Claro, é muito mais fácil culpar a raça do que enxergar a verdade dos fatos.
Fato: Nós somos responsáveis pela chegada dos cães à nossa civilização.
Fato: Se você criar qualquer ser sem respeitar suas necessidades e sem oferecer o que ele precisa para crescer mentalmente saudável, este ser terá problemas sociais e psicológicos.
Fato: Violência não é uma forma de comunicação, e sim falta de argumento.
Fato: Se todos os seres humanos fossem conscientes, existiria um critério para compra de filhotes, principalmente as que tem tendência a temperamento forte.
Fato: A raça influencia em alguns aspectos físicos e tendências, mas não determina o temperamento do cão.
Agora te faço uma proposta: Antes de formar sua opinião sobre qualquer raça, não se limite a ver noticias de jornais ou TV. Faca como eu, abra sua mente e tente ver além do que lhe é mostrado.

Elaine Natal comportamentalista e adestradora do Pêlo Próximo e proprietária do Clube das Patinhas

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Vídeo do Dia - Projeto Cinoterapia - CAEEsp/Bombeiros do Ceará

Reportagem exibida no dia 22 de outubro de 2012 no telejornal Bom Dia Ceará sobre o projeto desenvolvido pelo Centro de Atendimento Educacional Especializado em conjunto com o canil do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, que atende gratuitamente crianças com deficiência. Repórter: Bruna Roma
 

O amor que cura

Escrito por Caroline Pilz Pinnow

Especialistas garantem que o simples toque em um animal aumenta a autoestima, desenvolve sentimento de proximidade, segurança e confiança

Ou seja, além de amigos, eles são uma fonte de saúde e longevidade Para completar seu tratamento, Gabriel Evandro Lopes Nery, de 8 anos, tem feito equoterapia. Os avanços já foram grandes e, se continuar assim, em breve conquistará o seu maior sonho: andar sozinho. A convivência com os cavalos é uma grande aliada para pessoas com limitações cognitivas Gabriel Evandro Lopes Nery, de 8 anos, leva uma vida como qualquer outro garoto da sua idade. Brinca, joga videogame, estuda, faz natação, não larga do computador e ainda adora uma boa conversa.

Só que para chegar até aqui o pequeno ‘guerreiro’ precisou de muita determinação. Gabriel nasceu de 6 meses, o que gerou uma leucomalácia, uma espécie de hemorragia periventricular (no cérebro) que provocou um atraso na coordenação motora e a falta de domínio sobre o próprio corpo. “Minha avó costurou as pernas de uma calça e colocou espuma dentro para que eu me apoiasse”. Tudo porque ele nem conseguia segurar o pescoço. Mas isso é algo que já ficou no passado.

 Desde os dois anos de idade o bravo menino já passou por todos os tipos de tratamentos oferecidos em Cuiabá. Os avanços foram grandes e, se continuar assim, em breve ele deverá conquistar o maior deles: andar sozinho. Para isso, nos últimos meses, além de fazer pilates, natação e a fisioterapia, ele realiza sessões semanais de alongamento em cima do cavalo: a equoterapia. O uso de cavalos é um forte aliado para crianças e adultos com limitações neuromotoras ou cognitivas.

Mas não só isso, médicos e cientistas estão cada vez mais convencidos da importância do apoio dos animais na saúde humana, seja em doenças graves, dificuldades da vida, ou apenas pela companhia e amor que eles podem proporcionar. O terapeuta ocupacional Jorcy Junior começou a trabalhar com equoterapia há 13 anos. Depois que conheceu a técnica acabou se apaixonando. Ele explica que o cavalo é o animal com o caminhar mais parecido com o dos humanos, desta forma a equoterapia é capaz de emitir de 1,8 mil a 2,2 mil impulsos ao sistema nervoso central.

Além disso, os ajustes corporais automáticos que o praticante faz para se adaptar ao movimento do cavalo mandam sinais nervosos pela medula espinhal até o sistema nervoso central. Isso gera a formação de novas células nervosas no cérebro. Estímulos que melhoram o equilíbrio, postura, coordenação motora global, atenção, concentração e sociabilização. Entre as indicações estão os pacientes com sequelas neurológicas, paralisia cerebral, hidrocefalia, microcefalia, síndrome de Down, traumatismo raqui-medular (acidente), e autismo.

A terapia não é indicada sozinha, é importante que seja associada a outros estímulos como a fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia. O especialista explica ainda que adultos e crianças que não têm limitações neuromotoras ou cognitivas, mas lidam com outras dificuldades da vida, como estresse, depressão ou problemas na escola podem optar pela equitação lúdica, que trabalha atenção, memória, laterabilidade, regras e limites. “É um excelente exercício e em poucos meses o resultado já é visível”.


Paixão à primeira vista: Kathyucia Kapich, de 7 anos, é uma das pacientes do consultório de odontologia da Unic. No mês passado ela pela primeira vez chegou perto dos cães e ficou apaixonada, principalmente pelo Bonno. Pet terapia Na contramão do cenário nacional, em Cuiabá ainda são poucos os projetos que incentivam o convívio com animais. Um dos mais importantes surgiu em 2006, na Universidade de Cuiabá (Unic), em uma parceria entre o curso de Medicina Veterinária, Fisioterapia e Odontologia, é o ‘Cães Voluntários’.

Uma vez por semana os animais são levados às salas de espera para interagir com os pacientes, o resultado é imediato: redução da ansiedade, estresse, maior conforto e satisfação. De acordo com a professora de Odontologia Pediátrica Cíntia Aparecida Simões, no dia em que os cães aparecem, as crianças, por exemplo, são muito mais acessíveis ao tratamento. “Elas deixam a gente fazer tudo que precisa ser feito”.

Na Odontologia também é feita a demonstração da higiene bucal dos cães para motivação dos pacientes. O pequeno Edson Junior Gomes da Costa, de 7 anos, adorou a iniciativa. O menino já teve um cãozinho que acabou morrendo e desde então ele quase não brinca com animais. O projeto conta hoje com cinco cães da raça labrador. São eles: Bonno, Coragem, Laka, Margarida e Solano. Eles se revezam durante a semana. Enquanto dois vão para a sala de espera de Odontologia, os outros dois vão para a Fisioterapia.

O uso de cães para pacientes com alguma dificuldade motora também é excelente como auxiliar no tratamento. Repetições de movimentos, como andar, correr, jogar bola e acariciar o animal, trabalham postura, controle de tronco e cervical. A coordenadora de fisioterapia Maria Amélia explica que ao afagar o cão ou mesmo escovar os pelos os pacientes estão realizando parte do tratamento tornando o ambiente e a terapia mais dinâmica e colaborativa. A atual coordenadora do ‘Cães Voluntários’, Juliana Normando Pinheiro, conta que quando surgiu o projeto a primeira necessidade foi buscar a melhor raça para esse tipo de terapia.

“Logo pensamos no labrador por ser muito dócil, sociável, brincalhão, tolerante, fiel e obediente”. Além de muito inteligentes, esses cães são facilmente adestrados e treinados para funções específicas. Juliana também lista uma série de benefícios no que se refere ao contato homem-animal. “Estudos revelam que essa interação funciona como um calmante, pois reduz a pressão arterial, a frequência cardíaca e acaba diminuindo a aplicação de medicações, o estresse”.

Outros animais Cães, cavalos e golfinhos são os animais mais comuns para a realização de terapia, mas não são os únicos. Os pássaros, por exemplo, podem ser usados em terapias com idosos, já que o ato de segurá-los ajuda na movimentação dos pulsos e mãos e automaticamente na hora de segurar algum objeto. Coelhos são muito produtivos no tratamento de crianças hiperativas, uma vez que estas se identificam com a sua rapidez e observam os momentos certos para utilizar essa característica, aprendendo assim a dosar a hiperatividade. Por sua vez, os gatos, muito independentes e ágeis, ajudam a recuperar a autoconfiança. Assim, costumam ser utilizados no tratamento inicial da depressão. A terapia com gatos é um calmante e promove o bem-estar psicológico. Nas escolas, existir um animal ao cargo de uma turma (sempre sob a supervisão de um professor) aumenta a autoestima e o sentimento de grupo, bem como de responsabilização perante a sociedade. Adote um amigo! - Quem leu essa matéria e ficou com vontade de ter um bichinho em casa pode ir até a Associação Voz Animal (AVA) e adotar um ‘companheiro’. De acordo com a médica-cirurgiã e presidente da associação, Maria das Dores Gonçalves, não é preciso ter um cão de raça para ser feliz. “Os vira-latas são a mistura de várias raças, possuem maior resistência a doenças, são muito espertos, inteligentes e companheiros”. Para ela, não existe contraindicação em se ter um animalzinho de estimação. “Eles não julgam, não se afastam e são fontes inesgotáveis de amor”. Para mais informações, ligue 9602-0426 ou 9982-0165.

Cuide (bem) do seu bichinho Para alguns animais, como o caso dos labradores, o convício social é muito importante e participar do projeto acaba se tornando uma diversão, já que eles gostam de estar perto das pessoas e adoram toda a atenção e o carinho que recebem. De acordo com o médico veterinário Lázaro Manoel de Camargo, além dessa raça, existem outras de pequeno porte para pessoas que buscam um cão para companhia, como o yorkshire terrier, poodle, shitzu, maltês ou lhasa apso, que são bastante afáveis. Camargo também alerta que os animais que trabalham com pacientes que possuem algum tipo de deficiência ou que fazem companhia devem ter registro de controle higiênico-sanitário, com exames laboratoriais e vacinações periódicas, além de consultas médicas que atestam o bom estado de saúde. Devem ser alimentados com ração de boa qualidade, estar limpos (banhos semanalmente) e ter um habitat compatível com as funções realizadas.

Alérgicos Pessoas alérgicas nem sempre precisam ficar distantes dos animais. De acordo com o médico alergista Nelson Rangel, o que causa alergia não são os pelos e sim o epitélio, que seria a descamação natural de qualquer animal. Por isso o médico não recomenda que crianças com menos de 5 anos, que tenham tendências alérgicas, convivam com animais. Depois dessa idade, são necessários apenas alguns cuidados, o principal deles é não dormir com o animal.

 Amar se aprende amando Parafraseando o poeta Carlos Drummond de Andrade, podemos contar a história da assessora técnica da Secretaria Municipal de Educação, Lelis de Tássia Araújo. Ela sempre teve uma vida corrida, jamais pensou em adotar um bichinho. Mas há três anos ela ganhou um cãozinho da irmã. O ‘Choco’ era o menor e mais frágil da ninhada, porém tinha muita vontade de viver. Lelis se identificou com aquilo e decidiu tentar. Na época o filho mais novo, Mighel, estava muito rebelde. Adivinha o que aconteceu? A convivência e a responsabilidade com o animalzinho foram mudando as atitudes do garoto. “Hoje eu vejo como todos nós crescemos com a vinda do Choco”. Para fazer companhia ao cãozinho eles adotaram o Pingo. “Não tem como ficar triste perto desses dois”.

 Conviver com eles traz mais saúde:

Física: ajuda nos exercícios relativos à mobilidade, bem-estar, afastamento do estado de dor, estímulo das funções da fala e funções do corpo.
Mental: nos estímulos da memória e exercícios de cognição, ou seja, você ficará mais inteligente sim! Social: em atividades de recreação, diversão, alívio do tédio, oportunidade de comunicação e convivência, segurança, socialização e motivação. Xô, depressão!
Emocional: resgata o amor incondicional, atenção, redução da solidão, diminuição da ansiedade, relaxamento, alegria, reconhecimento de valor, troca de afeto e a criação de vínculos afetivos. Ou seja, vale a pena.

Fonte:Revista Única

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Animais de estimação melhoram a saúde física e mental dos proprietários


POR CRIS DORIA | COLUNISTASDESTAQUES THUMBSPETS E ANIMAIS


     
Pessoas saudáveis ou com doenças mentais e problemas de socialização podem se beneficiar da companhia dos pets, como explica a especialista Cris Doria
Segundo estudos, pessoas que têm um animal de estimação gastam menos com médicos, tem pressão arterial mais baixa, e menos chance de ter depressão. Os animais dão-nos a oportunidade de relaxar mais quando estamos em casa, o simples ato de acariciar o pelo de uma animal de estimação, diminui o nosso nível de estresse e essa diminuição trás benefícios para o nosso corpo.


A presença de pets na casa, estimula a autoestima, especialmente de crianças com problemas na escola, e ajuda na integração de jovens com problemas, idosos doentes e deficientes à sociedade. Quem tem um cão também ganha mais saúde com as caminhadas diárias que faz com o animal.
Pacientes em tratamento psiquiátrico que não pronunciavam uma só palavra há anos e não respondiam aos métodos de terapia convencionais, podem obter uma melhora surpreendente com a introdução de um animal nas sessões de terapia, cães ou gatos.
Com a presença do animal, tanto o terapeuta como o doente ficaram mais relaxados, e o paciente começou a ter uma interação com o animal, e dessa interação começou a se comunicar com o terapeuta.

Segundo Allen McConnel, investigador da Universidade de Miami e primeiro autor do artigo, em termos gerais, pessoas com animais de estimação “têm mais qualidade de vida e conseguem resolver melhor diferenças individuais do que as que não os têm”.
O psicólogo acrescentou ainda que, “especificamente, os donos de animais têm mais auto-estima e estão em melhores condições físicas. Além disso, tendem a ser menos solitários, são mais conscientes do que ocorre à sua volta, são mais extrovertidos e, normalmente, são menos receosos e preocupados.
Qualquer duvida ou consulta comportamental pode entrar em contato conosco:www.babaspet.com.br 
Cris Doria é farmacêutica bioquímica por formação, graduada na Unesp Araraquara. Trabalhou em várias farmácias e sempre se especializou em pets, com vários cursos sobre manipulação de medicamentos e cosméticos para uso em veterinária. Adora trabalhar com pets e estuda muito todos os dias.
Desenvolveu uma linha de cosméticos veterinários para uma empresa da região. Também confecciona e vende biscoitos sem conservantes para cães e gatos.Há aproximadamente 3 anos atua como Dog Walker, Pet Sitter e Adestradora (curso feito em São Paulo). Há mais ou menos um ano, com a sócia Renata, montou Babás Pet, que vem crescendo e prosperando muito.

Fonte: Indike

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Grávidas que têm cães de estimação praticam mais atividades físicas

Pesquisa observou que essas mulheres têm 50% mais chances de atingir a recomendação diária de exercícios
Grávidas que têm cães de estimação costumam alcançar mais os níveis recomendados de atividades físicas, sugere uma nova pesquisa publicada nesta quarta-feira no periódico PLoS ONE. O estudo, feito pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra, é o primeiro a estabelecer tal relação.

Estudos anteriores relacionaram o ganho de peso excessivo na gravidez com uma série de riscos ao bebê, inclusive com a obesidade infantil. Pesquisas como essas ressaltam a importância de as futuras mães buscarem uma gravidez saudável, com controle de peso e prática regular de exercícios — desde que acompanhados de orientação médica. Segundo os autores desse novo estudo, passeios com animais de estimação podem servir como uma estratégia para melhorar a saúde na gravidez.

A pesquisa avaliou 11.466 mulheres grávidas em relação à quantidade e aos tipos de exercícios físicos que faziam diariamente quando estavam entre a 18ª e a 32ª semana de gestação. Também foi observado o índice de massa corpórea das participantes antes da gravidez e se tinham ou não algum animal de estimação. Ao todo, 25% dessas mulheres possuíam um cão.

Os resultados indicaram que as mulheres que tinham cães tinham 50% mais chances de atingir a recomendação de 30 minutos de caminhada rápida ao dia do que aquelas que não possuíam um cão em casa. Além disso, passear uma vez na semana com o animal de estimação gerou efeitos positivos na saúde da mulher grávida. Não foram encontradas associações entre donas de cães e índice de massa corpórea. "Estamos cada vez mais convencidos de que levar o cachorro para passear, além de ser um exercício de baixo risco, pode ajudar a motivar as mulheres grávidas a praticar mais atividades físicas e, portanto, garantir uma gravidez saudável", afirma Sandra McCune, uma das autoras da pesquisa.

Embora os pesquisadores tenham observado maior índice de atividades físicas entre grávidas donas de cães de estimação, eles chamam a atenção para o fato de muitas delas não ainda estarem adequadamente envolvidas em praticarem exercícios regularmente.

CONHEÇA A PESQUISA 

Título original: Dog Ownership during Pregnancy, Maternal Activity, and Obesity: A Cross-Sectional Study Onde foi divulgada: periódico PLoS ONE
Quem fez: Carri Westgarth, Jihong Liu, Jon Heron, Andrew R. Ness, Peter Bundred, Rosalind M. Gaskell, Alexander J. German, Sandra McCune e Susan Dawson 
Instituição: Universidade de Liverpool, Inglaterra
Dados de amostragem: 11.466 mulheres grávidas de 18 a 32 semanas
Resultado: Mulheres grávidas que têm cachorros de estimação tem 50% mais chances de alcançar a recomendação de atividade física de 30 minutos diários de caminhada rápida

Fonte: Veja

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Cães salvam menino com Síndrome de Down perdido em floresta

No Alabama, nos EUA, o menino de dez anos se perdeu na floresta e cães o aqueceram durante a noite, evitando uma possível hipotermia. 

Nos Estados Unidos, mais um exemplo de que, em muitos momentos, o cão é o melhor amigo do homem. Um menino de dez anos, perdido numa floresta, sobreviveu a uma noite de frio, protegido por seus cachorros. Kyle Camp tem Síndrome de Down e mora no Alabama. Ele desapareceu na terça-feira (16) à noite e foi encontrado 15 horas depois, no meio de uma floresta perto de sua casa. O menino estava sem sapato e sem agasalho, mas cercado por quatro filhotinhos. De acordo com os médicos, eles aqueceram Kyle durante a noite, evitando uma hipotermia. Mais de cem pessoas participaram das buscas. A mãe contou que ficou desesperada ao ver que o menino tinha sumido. Ele nunca se afastava da casa. E deve ter entrado na floresta justamente atrás dos filhotes que, no final, salvaram a vida dele.

PET SOLIDÁRIO


Contato com os animais melhora a autoestima e auxilia na recuperação de doenças

Os nossos bichinhos de estimação são o que podemos definir como “parceiros para toda a vida”. Só quem tem sabe o que é contar com a companhia de um pet. Carinhosos, leais e fiéis, são ótimos companheiros para as horas boas e melhores ainda nos momentos ruins.
 “A presença de um animal é excelente para motivar e aumentar a autoestima de qualquer pessoa. A companhia de um pet estimula a sociabilidade, o senso de responsabilidade e melhora a qualidade de vida. Quando recebemos o carinho de um bichinho, a pressão arterial reduz, a ansiedade e a depressão diminuem e a imunidade aumenta”, explica a especialista Tatiane Ishitani, do instituto Cão Cidadão.
 A utilização dos pets como ferramenta psicoterapêutica, inclusive, é defendida desde a década de 60 pelo americano Boris Levinson, o primeiro psicoterapeuta infantil a estudar, pesquisar e publicar materiais sobre o poder benéfico dos animais na reabilitação da saúde mental de crianças.
 A tese que Levinson defendeu está colhendo seus frutos agora. “Já existem estudos com autismo, problemas cardíacos, AIDS, depressão, dificuldade de aprendizagem, deficiência física e intelectual que constatam pontos positivos no contato do doente com o animal”, reforça Tatiane.
 A companhia de um bichinho não traz bons resultados apenas no tratamento infantil, mas também de pessoas adultas e principalmente idosas.
 A psicoterapia assistida por animais possui características únicas e prova ser um catalisador no processo psicoterapêutico, respondendo objetivamente ao trabalho proposto. Vale ressaltar que este processo não é um complemento terapêutico, e sim o processo terapêutico em si.
 As razões para se aderir à pet terapia são inúmeras. Em primeiro lugar, esse tratamento coloca o homem em contato com a natureza animal e faz despertar no paciente características como instinto e lealdade. Em segundo, é possível vivenciar uma relação baseada na confiança e no amor incondicional - o que, entre seres humanos, é mais raro. Não importa o que o dono faça ou diga, o bicho estará sempre ali para receber e dar atenção. Em resumo, ele não julga, não cobra e não pretende controlar, não há segundas intenções.
A proximidade entre um e outro é outra singularidade a considerar. O pet se deixa tocar e acariciar, e está sempre pronto para mostrar sua satisfação, sua entrega, seu afeto. Se as pessoas de uma maneira geral precisam desse contato íntimo, que dirá um idoso carente e solitário. Dar e receber um afago, um chamego, um cafuné produz um efeito terapêutico. Além disso, é muito difícil sair para passear com um cachorro, por exemplo, e não ser abordado por alguém querendo brincar ou saber algo sobre ele. O círculo social aumenta, o mundo se amplia.
A pet terapia pode ser utilizada em consultórios, hospitais, asilos ou em quaisquer ambientes em que os animais estejam presentes, como um zoológico, haras, criadouros, fazendas e canis e tem como objetivo criar uma relação de confiança e reabilitar o assistido, produzindo melhoras cognitivas, emocionais, sociais e comportamentais, visando aumentar a qualidade de vida.
Embora o cachorro seja o animal mais comum nos processos de terapia assistida animal, Tatiane afirma que muitas espécies podem participar desta ação, desde que acompanhadas por um médico veterinário e um comportamentalista. “Alguns projetos levam coelhos, peixes, cavalos, gatos, chinchilas, pássaros e até escargots”, conta.
Recentes pesquisas médicas realizadas na Austrália concluíram que pessoas com um convívio frequente com animais fazem consultas com menor frequência a clínicos gerais e requerem menos medicação do que pacientes não afeitos aos pets.
Fonte: Sua Escolha

domingo, 21 de outubro de 2012

Limpadores de janela trabalham vestidos de super-heróis em hospital infantil

As crianças que fazem tratamento contra o câncer no hospital infantil Le Bonheur, em Memphis, nos Estados Unidos, se surpreenderam ao encontrar super-heróis pendurados na janela. Elas sequer desconfiaram, mas os poderosos em questão eram, na verdade, os lavadores de janelas. Os heróis Jordan Emerson, Steve Oszaniec e Danny Oszaniec trabalham na companhia American National Skyline. Os três conseguiram arrancar sorrisos das crianças internadas, o que para eles já foi tão empolgante quanto salvar o mundo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pet terapia conquista espaço em casas de reabilitação no Rio

Idosos, portadores de necessidades especiais, além de crianças e adultos com depressão podem obter avanços no quadro clínico graças ao contato com os animais.O Projeto Pelo Próximo que utiliza a pet terapia em várias Instituições do Rio, realiza esse trabalho filantropicamente há cerca de três anos e vem conquistando cada vez mais espaço em casas de reabilitação da cidade.

O grupo é formado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da área de saúde e de voluntários que realizam um trabalho sério e consistente, onde é oferecida a oportunidade de entretenimento, motivação, informação, educação e benefícios terapêuticos por meio do contato com os animais, visando sempre a melhoria na qualidade de vida e mudança na rotina de vida diária.

Nas principais atividades desenvolvidas pelo Projeto se enquadram a TAA (Terapia Assistida por Animais), AAA (Atividade Assistida por Animais) e EAA (Educação Assistida por Animais). O Projeto conta hoje com um staff de 23 cães co-terapeutas e uma calopsita, que realizam diversas atividades com pacientes, assim como contato direto com o animal; exercícios para estimular o raciocínio e trabalhar a motricidade tanto fina quanto global dos pacientes.

Fazem parte do quadro de exercícios: escovação, exercícios com arco, exercícios de estimulação usando o boliche e pequenas apresentações de agility e show dog. De acordo com a coordenadora do grupo, Roberta Araújo, objetivo principal do trabalho é, por meio da interação homem-animal dentro da Atividade, Educação e Terapia Assistida por Animais, promover e proporcionar os benefícios dos efeitos terapêuticos dos animais em prol da melhoria da saúde física, emocional e mental dos assistidos.

 “A vantagem do cão é que o amor dele é incondicional. Para ele não existe preconceito. Em visitas a idosos, você vê um idoso que não levanta a mão pra pegar um copo de água, mas ele abaixa o tronco pra fazer carinho no animal, ele penteia o cachorro, que é um exercício de extensão dos membros. Utilizamos vários tipos de exercícios, sempre direcionado ao perfil de cada paciente”, explica Roberta.

 Para as crianças, há ainda o “Pet Health” (os cães viram os pacientes e as crianças, os médicos), apresentações de teatro, atividade de leitura, desenho, pintura e jogos para estimular a concentração, e principalmente, para despertar nas crianças o respeito aos animais e a posse responsável. Para saber mais sobre o projeto ou agendar uma visita em uma Instituição visite o site www.peloproximo.com.br

Como seu animal pode se tornar um cão de terapia? 

 Para participar da seleção o cão precisa ter acima de um ano, ser castrado, não apresentar agressividade, se dar bem com outros animais, além de idosos e crianças e estar com a carteira de vacinação em dia. Os cães selecionados passarão por testes de onde serão realizadas simulações de visitas, testes que envolvem barulhos, insegurança e convivência.

Após essa etapa, os animais aprovados nos testes, passarão por avaliação veterinária e seus proprietários deverão apresentar a carteira de vacinação atualizada, exames de sangue, fezes, urina com um período máximo de seis meses e, um atestado de saúde fornecida pelo veterinário de cada animal.

 Os cães selecionados serão vermifugados e estarão aptos para participar da próxima fase classificatória, que consiste em serem integrados ao grupo para a realização de três visitas em instituições. Após essas visitas, onde seus cães serão observados nos mínimos detalhes, caso sejam aprovados, serão integrados definitivamente. Para inscrever seu animal, envie email para peloproximo@gmail.com.

 Após o recebimento do email, será encaminhada aos proprietários uma ficha de cadastro que deverá ser preenchida e encaminhada com uma foto.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Cães como Terapia

Um amigo e companheiro. Um membro da família. Os bichinhos de estimação é tudo isso, e quem tem um certamente concordará de imediato. Hoje, pesquisas científicas já afirmam que a companhia de um animal de estimação ou simplesmente a visita de um bichinho funcionam como terapia na reabilitação física, emocional e neurológica de pessoas enfermas.

Isso já tem até nome: TAA – Terapia Assistida com Animais. Estudos mostraram que a simples visita de um cãozinho a um hospital pode aliviar as dores de um paciente e diminuir os sintomas de depressão, por exemplo. Hoje é cientificamente correto dizer que a presença de pets motiva o organismo a produzir endorfina, que favorece o bom humor, além de funcionar como um ‘analgésico natural’.

Para pessoas que têm problemas de sociabilidade podem ganhar muito com o contato com os animais. O contato físico, a troca de olhares e a demonstração de carinho devolvem a auto-estima e desenvolvem sentimentos de proximidade, confiança e segurança. A visita de um cão a um hospital ou uma instituição – seja de crianças ou idosos – causa uma excitação positiva, ajuda a liberação das emoções e a capacidade de comunicação, automaticamente gerando bem-estar.

Um estudo da American Heart Association diz ainda que, ter a companhia de um cão por 12 minutos, diminui os níveis de sociedade e melhora o funcionamento do coração e dos pulmões. A presença de um cão também incentiva a participação das pessoas em sessões de terapia ‘convencional’, além de auxiliar na concentração para realizar determinadas tarefas.

E isso não vale apenas para pessoas com problemas de depressão ou solidão, orfanatos, hospitais ou asilos. Crianças especiais com autismo ou Síndrome de Down também são muito favorecidas pela TAA. A terapia com animais é muito positiva também para aliviar o medo e a solidão de pacientes com doenças terminais. Não existem raças ou tipos específicos de cães terapeutas.

O primordial mesmo é que eles sejam cãezinhos tolerantes, pacientes, que gostem de carinho e que não estranhem pessoas desconhecidas. E não são apenas cachorros que podem ser terapeutas. Existem estudos e terapias realizados com os mais diversos tipos de animais, como pássaros, gatos, cavalos e até golfinhos. Tudo isso, na realidade, acaba sendo uma comprovação daquilo que nós – que amamos bichinhos – já sabíamos por intuição. Mas esperamos que, para os ‘céticos’, seja um motivo a mais para que tenham mais amor e respeito pelos animais.

Fonte: Patas Urbanas

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Kate Cross e seu Ajudante Byron

Kate Cross sofre de uma doença rara chamada Síndrome de Ehlers-Danlos. Essa doença faz com que suas juntas enfraquecem, podendo até deslocar o ombro, o punho, cotovelo, com um simples movimento. Fazer qualquer atividade simples acaba sendo impossível. Até que ela conheceu Byron, um Labrador.

Kate Cross: “Ele devolveu minha vontade de viver. Eu posso ser independente de novo e não dependo mais do meu marido ou outras pessoas para fazer tarefas simples. Agora Byron está sempre lá comigo.
Ele nunca se cansa de me ajudar.”

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Animais idosos não perdem neurônios

O número de células que se dividem é superior ao dos neurônios que morrem
Redação Galileu
Envelhecimento pode não estar associado à perda de neurônios // Crédito: Shutterstock

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que animais idosos não sofrem redução no número de neurônios. A descoberta contraria a ideia que se tinha de que o envelhecimento corresponde à perda de células nervosas.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o sistema nervoso autônomo - responsável pelo controle de funções vitais - de ratos, cavalos, gatos e, principalmente, preás, que são considerados idosos aos três anos e meio de idade.

A partir das observações, puderam concluir que o número de células nervosas que se dividem é maior do que o número de neurônios que morrem com o envelhecimento. 
Como explica o professor Augusto Coppi, um dos autores da pesquisa, isso faz com que a quantidade total de neurônios permaneça estável ou, em alguns casos, até aumente. “Utilizamos marcadores imunohistoquímicos especiais para detectar as células que estavam se dividindo. Mostramos que o número de células em divisão é uma proporção constante em cada faixa etária. Assim, o número total de células se mantém exatamente o mesmo em cada uma das quatro faixas etárias que observamos: animais neonatos, jovens, adultos e idosos”, explicou o professor.
O estudo, no entanto, mostrou que esta estabilidade não foi notada nas cobaias, nas quais puderam notar uma redução de 21% no número total de neurônios entre animais idosos. “Não sabemos explicar as causas dessa redução. Em compensação, no caso do cão, houve um aumento incrível do número de neurônios em animais idosos: 1.700%”, afirmou Coppi.
Essa descoberta é um marco para a comunidade médica e se soma a uma série de pesquisas que tentam amenizar os problemas causados por doenças degenerativas em humanos. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cinoterapia: terapia com o auxílio de animais

A cinoterapia é um tipo de tratamento que utiliza animais domésticos como suporte para tratamentos clínicos. O neurocientista Aguiar Pinheiro participa do quadro “Arca de Noé” e fala sobre o método e os benefícios que a cinoterapia traz aos pacientes que optam por esse tipo de tratamento.

 Assista:

Hospital do Recife começa a utilizar a Cinoterapia

O melhor amigo da criança


Cães adestrados ajudam a tratar meninos e meninas com dificuldades motoras e cognitivas no Hospital Barão de Lucena

As paredes brancas da enfermaria dos hospitais em nada combinam com o colorido típico da infância. Estar internado, principalmente às vésperas do Dia das Crianças, não é sonho de nenhum pequeno, muito menos desejo de pai e mãe. Mas uma visita ontem ao Hospital Barão de Lucena (HBL), na Caxangá, Zona Oeste do Recife, trouxe leveza e renovou a esperança dos pacientes mirins. No gramado da unidade, cães adestrados aguardavam meninos e meninas para ajudá-los na cura e acelerar a alta hospitalar. Através da cinoterapia - tratamento pioneiro no Estado - os amigos de quatro patas deram uma força na recuperação de crianças com dificuldades motoras e cognitivas.

O projeto Cães Doutores é uma parceria entre o núcleo de terapia ocupacional do HBL e o Kennel Club do Estado, responsável pelo adestramento dos animais. O tratamento, com ares de brincadeira, tem benefícios reconhecidos cientificamente. A interação da criança com o cachorro trabalha as necessidades de cada paciente, como coordenação, movimento, concentração e sociabilidade. A meta é que a visita aconteça a cada 15 dias.

João Renan, 5 anos, e Brenda Martins, 7, foram algumas das crianças internadas no HBL a receber, da melhor maneira possível - com sorrisos escancarados e olhos iluminados -, a cinoterapia. João está internado desde 29 de agosto. Ele é cardiopata e já passou por duas cirurgias. A terceira e mais delicada de todas está agendada para amanhã. Segundo a avó do menino, Josina da Cunha Bonifácio, o neto sempre gostou de cachorros. "Ele, inclusive, roubou o meu. Um dia chegou em minha casa e disse que Pepi era dele", conta.

Mas quem vê João penteando os pelos de Polly, uma golden retriever, em nada desconfia da fragilidade da saúde do menino, a não ser pela pequena cicatriz em seu peito. "Ele é ativo e gosta muito de brincar, mas temos que ficar de olho porque seus dedinhos, às vezes, ficam arroxeados pela falta oxigênio", explica a avó.

Alheia às preocupações, a maior alegria para Brenda era jogar a bolinha para Polly ou passear com Sandy, uma fox paulistinha. O suporte para segurar o soro em nada atrapalhou a diversão da garota. "Ela tinha uma cisma grande com cachorro, mas se saiu muito bem hoje (ontem)", afirmou a avó Edjane Martins. "É muito bom", resumiu a pequena.

Segundo o diretor de adestramento do Kennel Club, Joaquim Cavalcanti, para participar da terapia, os cães passam por uma série de trabalhos e testes que avaliam a socialização. Além disso, todos os Cães Doutores são vermifugados e vacinados. O Kennel Club fica na BR-101, no quilômetro 15, em Paulista. Contatos podem ser feitos pelo telefones 3438. 5015 e 3433-1638.

ENTREVISTA - ANDREA SOUZA

"Levaremos cães para enfermarias"
Tido como grande amigo do homem, o cão mostra que também é hábil para ajudar na cura de crianças doentes. A terapeuta ocupacional do HBL Andréa Souza conversou com o JC sobre a Cinoterapia, experiência pioneira no Estado.

JC - Como será a implantação do método no hospital?
ANDRÉA - A expectativa é que o projeto beneficie, sobretudo, as crianças com problemas neurológicos e algumas síndromes progressivas. Além de atender esse público com comprometimentos específicos, podemos trabalhar com pacientes das enfermarias para humanizar o ambiente e levar um pouco de alegria às crianças que estão passando por situação dolorosa. A Cinoterapia pode tornar o processo de internação menos doloroso.

JC - De que maneira a Cinoterapia pode ajudar na recuperação das crianças do HBL?
ANDRÉA - Pesquisas comprovam que, durante o tratamento com cães, são liberadas substâncias que aumentam a sensação de bem-estar e fazem a depressão regredir. Vamos trabalhar as necessidades de cada paciente, como coordenação, movimento, concentração e sociabilidade.

JC - Quais os próximos passos do projeto?
ANDREA - Nossa meta é levar os cães para dentro das enfermarias para auxiliar na recuperação das crianças que não têm condições de vir ao pátio.

JC - Ainda existe resistência para inserir esse tipo de método nas unidades de saúde?
ANDREA - Sim. Nosso maior adversário ainda é a falta de informação. Mas para realizar o tratamento escolhemos aqueles cães de raças mais dóceis e todos são adestrados desde filhotes.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.
Fonte: Jornal do Commercio.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Dica de leitura - "O Poder de Cura dos Animais"

A médica veterinária Cibele Maria Alves dos Reis lançou, em Belo Horizonte, no dia 29 de setembro, o livro "O Poder da Cura dos Animais". Em sua obra, a autora, que, atualmente, trabalha com clínica de pequenos animais em Belo Horizonte e Contagem, destaca a importância dos animais como auxiliares no tratamento de várias doenças, como, por exemplo, as Síndromes do Pânico, de Down e depressão.
São citadas, ao longo da narrativa, formas como os animais podem ajudar o homem, destacando a cinoterapia e equoterapia, além de bototerapia, hirudoterapia e homeopatia. "O Poder de Cura dos Animais", que tem 232 páginas, está recheado com tabelas de interesse para profissionais da área, poemas e mais 1200 ditados.
Os interessados em adquirir o livro da Dra. Cibele podem encomendar através do e-mail cibele.reis@yahoo.com.br.

 Fonte: Escola de Veterinária da UFMG

Vagas Abertas para Adestradores

Clique na imagem acima

Cães terapeutas auxiliam em tratamento nos hospitais

Com o propósito de promover o bem-estar de pacientes de clínicas e hospitais da cidade, uma instituição local usa cães terapeutas voluntários para esse trabalho. Cachorros como a yorkshire Filó, a poodle Mila e a bernese Aica participam do trabalho de recuperação de crianças na pediatria do hospital municipal Dr. Mário Gatti, toda quarta-feira.

Eles são alguns dos 69 cães voluntários da Ateac (Instituto para Atividades, Terapia e Educação Assistida por Animais de Campinas). Além do Mário Gatti, os cães também atuam em locais como o HC (hospital de Clínicas) da Unicamp e hospital Ouro Verde.

De acordo com a presidente da Ateac, Ylenise Marcolino, cerca de 950 pessoas são atendidas por mês e os animais passam por inúmeros treinamentos antes de começarem as visitas. "Eles passam por diversos exames para comprovar que estão livres de qualquer impureza antes de realizar as visitas", afirmou ela.

Fonte: Destak Campinas