terça-feira, 5 de outubro de 2010

A CURA PELO BICHO


Terapia com animais ajuda e enfrentar algumas doenças, como depressão e paralisia cerebral
Ter um bichinho de estimação pode não ser apenas uma questão de lazer ou companhia. A medicina descobriu que eles também podem ser benéficos para a saúde.

É cada vez mais comum médicos receitarem um animal para tratar casos de depressão, por exemplo. Estudo do American Journal of Cardiology mostra que pessoas que interagem com animais constantemente tendem a apresentar níveis controlados de estresse e de pressão arterial, além de estar menos propensos a desenvolver problemas cardíacos.

Gatos, cachorros, coelhos, cavalos, golfinhos e até macacos podem ajudar - emprestando o corpo aos que estão em fase de reabilitação, os olhos as que não vêem e o companheirismo aos enfermos. "Eles conseguem equilibrar as emoções e, em alguns casos, restabelecer as funções do organismo", explica Annelori Fuchs, psicóloga e veterinária. Ela lidera um grupo de voluntários que leva cães e gatos adestrados a hospitais e casas de apoio de crianças. "A presença do animal atrai a atenção da criança e causa bem-estar", conta Annelori.

As terapias que usam bichos já se contam às dezenas. A equoterapia usa cavalos para reabilitar pacientes com esclerose múltipla, paralisia cerebral e síndrome de Down, trabalhando o equilíbrio e a concentração. Animais aquáticos, como golfinhos e orcas, são utilizados para trazer crianças autistas para a realidade e ajuda depressivos a recuperar a alegria de viver. Até tetraplégicos já conseguem Ter uma vida mais autônoma com a ajuda de macacos-prego treinados para buscar objetos e acionar botões.

O economista Felipe Fenuccio, de 24 anos, venceu a depressão com a ajuda de Petit, um vira-lata de 4 anos que desde janeiro mora com ele no apartamento. "Ele é ótimo, entende que as vezes não estou bem e nem por isso me abandona", revela. A secretária Vanuza Monteiro, de 37, também usou a zooterapia. Hipocondríaca, ela chegava a ingerir 15 cápsulas de remédio num único dia. Seu médico receitou Dulce, uma coelha cinza que tem problemas de locomoção. "Ela não desiste de voltar a andar e aos poucos vem avançando. A força dela é também minha inspiração", diz Vanuza, esperançosa.

A experiência com cães na prisão feminina de Purdy, Estados Unidos, vem sendo copiada em mais de 50 penitenciárias do mundo. O projeto era ocupar a detentas com o adestramento de cachorros. O resultado foi surpreendente. Os animais saíram preparados e as mulheres não voltaram a cometer crimes depois de soltas.

Fonte: texto por Luciana Vicária, extraído da Revista Época, edição No. 272, página 91

As crianças e os animais

A relação entre o homem e os animais domésticos data de milhares de anos e tem sido objeto de estudo de várias áreas do conhecimento como a Antropologia, a Paleontologia, a Sociologia, a História das Mentalidades e a Psicologia. O estudo dos papéis desempenhados pelo animal de estimação na relação com os homens, bem como os desejos projetados por estes sobre os animais podem trazer importantes conhecimentos sobre o psiquismo humano.

Neste artigo vamos falar um pouco da relação entre a criança e estes animais e como podemos ajudar o desenvolvimento emocional de nossos filhos. Além do afeto, os animais também podem produzir outros benefícios para a saúde. É nisso que se baseia a “Terapia Assistida por Animais”. Segundo a Delta Society (http://www.deltasociety.org) , organização internacional com sede nos Estados Unidos que se dedica a reunir pacientes a animais treinados. As terapias assistidas por animais são capazes de promover melhoras físicas, sociais, emocionais e cognitivas humanas. 

Quando a criança começa a crescer e sensibilizar suas relações de afeto, os objetos passam a ser substituídos por seres vivos. De todos os animaizinhos de estimação o mais comum e que mais se interage com o ser humano é o cão. Com ele a criança pode brincar, correr, explorar o ambiente e vivenciar novas experiências. Há um ganho significativo aqui: a criança não mais interage com total poder sobre o objeto de afeição e suas ações provocam reações. O cachorrinho pode correr para apanhar o objeto lançado, pode rosnar e até morder. Ele reage ao carinho, abana o rabo, pula...e agride, se maltratado. E não é só o cão que interage com a criança, apesar de ser o mais comum, outros animais também fazem papel importante. O gato se encosta e se permite ser tocado. Os peixinhos se alvoroçam no aquário quando a criança lhes joga o alimento. O passarinho pega o alpiste na mão da criança e seu encanto atrai pequenos e grandes. Além da relação de afeto que se desenvolve, do estímulo ao período sensório - motor, do tocar, do sentir, do explorar o corpo do animal e observar suas reações, muitos conhecimentos são adquiridos, do campo psicológico ao campo científico.

Ter um animal também requer cuidados e estes cuidados, orientados pelo adulto, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do bichinho e do seu habitat, cuidar da sua alimentação, dividir o seu pão e lhe oferecer um pedaço do seu biscoito, medicá-lo quando necessário, também favorece o desenvolvimento do vínculo afetivo e a lidar com os mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até à morte. E nesta relação entre a vida e a morte que o animal de estimação têm um papel muito importante, a criança aprende lidar com a perda, com a dor. Um risco que todos correm e queremos evitar e poupar, mas o ciclo da vida está aí, mostrando a ordem natural das coisas.

Nesta convivência tão saudável e necessária, a criança está aprendendo e desenvolvendo suas relações afetivas para o futuro, influenciando na sua forma de se relacionar com as outras pessoas e respectivos parceiros, com segurança, compreensão, aceitação e respeito.
Se no mundo das artes encontramos lugar para o desenvolvimento da criatividade e do auto conhecimento, é no mundo da natureza que a criança desenvolve a sensibilidade, a observação, a compreensão e os sentimentos de solidariedade, generosidade, zelo, afeto e carinho.

Alguns fatos que devem ser considerados importantes:
  • A criança que convive com animais, é mais afetiva, repartindo suas coisas, é generosa e solidária, demonstra maior compreensão dos fatos, é crítica e observadora, se sensibiliza mais com as pessoas e as situações.
  • Apresenta autonomia, responsabilidade, preocupação com a natureza, com os problemas sociais, desenvolve boa auto-estima.
  • Relaciona-se com desembaraço com os amigos, tornando-se mais sociável, cordial e justa. Sabe respeitá-los.
  • Desenvolve sua personalidade de maneira equilibrada e saudável, sem mais facilidade para lidar com a frustração, liberta-se do egocentrismo.
  • Desde os cuidados com aquela planta do vaso da sala aos cuidados com o bichinho que escolheu para ser seu, a criança está desenvolvendo uma nova consciência, onde o meio-ambiente, as questões ecológicas do momento e as questões sociais, políticas e econômicas do mundo, sob uma outra ótica, contará com a colaboração de verdadeiros cidadãos.
CURIOSIDADES:
  • Pacientes autistas foram “despertados” de seu estado constante derecolhimento na presença e o convívio com animais.
  • Nos lares de pessoas idosas, a presença de um animal aumenta as expectativas de vida.
  • A equoterapia (terapia complementar com auxílio de cavalos) é utilizada no desenvolvimento psicomotor de portadores da síndrome de Down e outras deficiências neuropsicomotoras congênitas ou adquiridas.
  • Os animais são indicados para pessoas com deficiências sensoriais (cegos e surdos), dificuldades de coordenação motora (ataxia), atrofias musculares, paralisia cerebral, distúrbios comportamentais e outras afecções.
  • O cachorro é capaz de pressentir antecipadamente as “convulsões” características da epilepsia quer seja do ser humano ou de outro animal.
  • Todos os procedimentos científicos e técnicos vêm confirmar a relação afetiva que os animais são capazes de estabelecer com as pessoas. Além disso, é muito importante lembrar que todos nós interagimos nomesmo ecossistema.
Lucia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

Projeto Pêlo Próximo promove Campanha para ajudar a Obra Social Dona Meca. Colabore!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pêlo Próximo no Portal Arca Universal

Pet Terapia avança no Brasil

Animais de estimação ajudam em tratamentos de saúde

Por David Telles
A Pet Terapia chegou ao Brasil há mais de uma década e hoje está sendo aplicada por várias instituições e pessoas. Utilizado primeiramente nos Estados Unidos e na Austrália, o tratamento consiste em colocar animais em contato com crianças, idosos e pacientes em geral, propiciando uma interação completa.
De acordo com a coordenadora Roberta Araujo, do “Projeto Pêlo Próximo”, um animal de estimação facilita a vida do profissional de saúde. Ele elimina barreiras, estabelecendo uma relação de dedicação, com amor puro e incondicional. “Um cão, coelho, gato ou até mesmo uma calopsita (espécie de ave) faz um elo, promove uma integração, modifica a percepção que as pessoas têm do ambiente e resgata a afetividade. Em 15 ou 20 minutos de contato entre o homem e o animal já dá para observar a potencialização da sensação de felicidade, com o amor sem preconceito, a segurança e o companheirismo do animal.”
Estudos já comprovaram que, quando o homem começa a interagir com um animal, diminui a incidência de casos de depressão. Esta relação também estabelece um resgate. “Por exemplo, para idosos, a presença de um cão exercita a memória. Ele lembra que na infância ou na adolescência teve um animal de estimação. Aumenta a percepção da realidade, a concentração e a atenção”, acrescenta. 
Rede de apoio aos pacientes

Cuidar de animais estimula os processos cognitivos das atividades cotidianas. “Quando uma pessoa está penteando um animal, está ativando o chamado ‘movimento de pinça’, que lembra o pegar um copo para beber água, pegar um garfo para comer, entre outras coisas”, revela Roberta.
O paciente que possui um bicho de estimação esquece um pouco dos seus problemas para cuidar do seu pet. “Se preocupa com a fome do animal e muitos até fazem um esforço para dar carinho. Isso já é uma forma de sair da depressão”, diz a coordenadora do “Projeto Pêlo Próximo”.

De acordo com Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfalpet), em 2009, o Brasil tinha cerca de 33 milhões de cães e 17 milhões de gatos. “Cuidar de animais é também uma maneira de fazer exercício, movimentando mãos, punhos, braços e pernas. Estudos revelam que essa interação funciona como um calmante, pois reduz a pressão arterial, a frequência cardíaca e também acaba diminuindo a aplicação de medicação psicotrópica, mantendo o estresse sob controle, pondo fim ao isolamento, à solidão e à ansiedade”, assegura

Uma iniciativa filantrópica

O “Projeto Pêlo Próximo” tem por objetivo chamar a atenção para a importância do trabalho da Pet Terapia. O grupo é formado por voluntários e realiza um trabalho de visitas a instituições que cuidam de crianças, idosos, portadores de necessidades especiais e escolas, nos fins de semana. Sem fins lucrativos, conta atualmente com 35 voluntários e um staff de 23 cães.

O animal bem tratado, vermifugado, bem alimentado, não transmite doença; pelo contrário, traz saúde. “Quando a pessoa vai ao banheiro, no retorno o animal de estimação está ali abanando o rabinho, esperando. Isso potencializa a possibilidade de estabelecer vínculos”, conclui Roberta.

Ter um animal de estimação no Brasil ainda representa um custo alto. De acordo com dados da Anfalpet, manter um cão bem cuidado, por exemplo, pode chegar mensalmente a R$ 350. Nessas despesas estão incluídas visitas ao veterinário, banho, tosa, comida e brinquedos. Além disso, requer tempo. É importante dedicar alguns minutos todos os dias para levá-lo para passear. Assim como para os humanos, os exercícios ajudam no físico e no mental do bicho.

domingo, 3 de outubro de 2010

Entrevista do projeto Pêlo Próximo na Rádio RH

Para quem não teve a oportunidade de escutar a entrevista do Projeto Pêlo Próximo na Rádio RH, no programa Espaço Bem Viver, da jornalista Renata Brant,  disponibilizamos abaixo a entrevista na íntegra.

Link da Entrevista

http://www.radiorh.com.br/podcasts.php?id_entrev=113

sábado, 2 de outubro de 2010

Palestra do Pêlo Próximo emociona o público do Simpósio Mundial de Alzheimer

Foi com grande satisfação que a equipe do Projeto Pêlo Próximo, aceitou o convite da Associação Brasileira de Alzheimer - RJ, para palestrar sobre Atividade Assistida por Animais durante o Simpósio Mundial de Alzheimer. Sem dúvida, foi uma grande oportunidade de divulgar e mostrar a classe médica, a importância que esse trabalho possui como auxiliador de muitos tratamentos e de profissionais que trabalham com diversos tipos de patologia. Em breve, postaremos os vídeos da palestra. por enquanto, seguem as fotos.





quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Bichos pelo bem das pessoas

Os animais ajudam o ser humano em terapias relacionadas a fisioterapia, qualidade de vida e educação

A companhia dos animais é muito mais do que um mero capricho do ser humano. O crescimento das chamadas “pet terapias” está mostrando que a companhia dos bichos pode fazer um bem real, tanto para a saúde das pessoas, quanto para as relações entre os próprios seres humanos.
Antes de tudo, é preciso fazer uma distinção entre as atividades e as terapias assistidas por animais. O primeiro caso é realizado por associações de voluntários que ajudam idosos, crianças ou pacientes. São iniciativas das quais praticamente qualquer um pode participar com o seu bicho, desde que ele seja comportado, é claro.

Catalisadores sociais

Um estudo britânico feito no ano de 2000 confirmou o efeito de aproximação que os cães têm sobre as pessoas. Os pesquisadores passeavam com um animal e com outras coisas por uma praça (como um carrinho de bebê) e concluíram que a presença do cão minimiza inibições sociais, e é ótima para "quebrar o gelo" em conversas com estranhos.
Logo, os animais funcionam como verdadeiros catalisadores para as relações sociais. “Um idoso, por exemplo, ao interagir com um cão, acaba se lembrando dos animais que teve e o bicho se torna um assunto para ele conversar com as pessoas”, disse a psicóloga Sabine Althausen Zanotello, autora de uma dissertação de mestrado na USP sobre as atividades e terapias assistidas por animais.
“Crianças autistas, que possuem um quadro de retraimento e uma baixa interação com o mundo, acabam se abrindo mais ao brincar com o animal, que acaba se tornando uma ponte de acesso entre a criança e o mundo real”, conta.
Essa melhora do bem-estar é muito importante também de um ponto de vista clínico. Um fato constatado muitas vezes é a diminuição do uso de medicamentos de controle de dor, já que o riso libera substâncias como a endorfina, que controlam o sofrimento.

Doutores animais

E não é só no bem-estar que os bichos auxiliam o ser humano. Na década de 60, enquanto boa parte dos tratamentos utilizados para os doentes mentais era a lobotomia (terapia de choque), a psiquiatra Nise da Silveira dava telas, tinta e pincel aos pacientes e começou a usar os pets no tratamento. Em terapias, os bichos são utilizados também para fazer o paciente pensar sobre si mesmo. "Eles funcionam como co-terapeutas, ou seja, a presença deles ajuda o paciente a se soltar e também a considerar a sua condição," disse Sabine. Nise da Silveira expõe algumas dessas idéias no seu livro de 1998, "Gatos, A Emoção de Lidar", da editora Leo Christiano.
Cavalos são muito utilizados com deficientes físicos pois possibilitam o deslocamento tridimensional dos pacientes, simulando o ato de caminhar, o que estimula as conexões cerebrais ligadas à movimentação, assim como a postura. Os animais também são utilizados na fisioterapia em países como Estados Unidos e Canadá, iniciativa que começa a ganhar espaço no Brasil. Ao invés do paciente precisar efetuar exercícios repetitivos, ele pode fazer o mesmo movimento que necessita brincando de atirar a bola para um cão, por exemplo. Animais menores, como tartarugas e até escargots são usados por pedagogos, pois podem ser facilmente manuseados pelas crianças, tornando o ensino uma atividade lúdica e divertida.
Todas essas experiências com animais provam que quando o ser humano trata os bichos com o respeito merecido, eles também sabem retribuir com benefícios reais à vida das pessoas.

Fonte: Pet Mag

domingo, 26 de setembro de 2010

Escola usa cães durante aulas para ajudar alunos na Alemanha

Cadela 'Paula' participa de aula em escola na Alemanha. (Foto: Daniel Roland/AFP)

Uma escola na cidade de Karlsruhe, na Alemanha, tem usado cães durante as aulas para ajudar alunos com problemas de aprendizado a melhorar o desempenho.

Fonte: G1
Fotos: Daniel Roland (AFP)

sábado, 25 de setembro de 2010

Cão ajuda a tratar a esquizofrenia

A esquizofrenia, todo mundo sabe, é uma doença mental grave que, de modo simplista, pode ser resumida como uma dissociação do paciente entre a ação e o pensamento e que inclui mania de perseguição, agressividade, vozes ameaçadoras e outros sintomas que levam a grande sofrimento, não somente do doente, como de toda a família e daqueles que são obrigados a conviver com ele.
          Um dos sintomas comuns que ocorre nos esquizofrênicos é a incapacidade de sentir prazer (anedonia) em situações que normalmente são prazerosas. Um esquizofrênico faz um gol em final de campeonato e não está nem aí. Não vibra, não comemora, não sente satisfação alguma. Uma mulher que há anos luta para engravidar, tem um bebê lindo e não curte nada. Fica indiferente.

          Estudo do Instituto Technion, de Israel, levou à conclusão de que o cão pode ajudar no tratamento da esquizofrenia. A companhia do melhor amigo do homem ajuda os pacientes a se sentirem menos indiferentes, apáticos, e a ficarem mais animados, motivados e interessados no ambiente que os cerca.

         A pesquisa foi feita comparando 10 pacientes esquizofrênicos tratados na presença de cães com outro grupo, também de 10 pacientes, nos quais não houve a presença dos cães durante o período de tratamento.

         As sessões de terapia duraram 10 semanas ao fim das quais os dois grupos foram analisados. A conclusão foi que os pacientes com a companhia de cães tiveram melhora significativa na capacidade de sentir prazer quando comparados com o outro grupo.

        Segundo os especialistas, embora os indícios sejam favoráveis ao auxílio dos cães no tratamento de pacientes esquizofrênicos, será preciso testar esse método durante um período mais longo de tempo e com grupos maiores de pacientes.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Projeto Pêlo próximo participa de Simpósio sobre Alzheimer

O Projeto Pêlo Próximo participa hoje (24/09) do Simpósio sobre o Dia Mundial do Alzheimer, organizado pela Associação Brasileira de Alzheimer -RJ. O evento acontece no Tijuca Tênis Clube, a partir das 9h00 da manhã e segue até às 18h30, com a participação de diversos profissionais da área.  
A palestra do Projeto Pêlo Próximo acontece a partir  das 11h30, onde a terapeuta ocupacional Dra. Luciana Pellagaggi e a coordenadora Roberta Araújo, irão apresentar o trabalho realizado na Pousada Residencial para Idosas com os pets terapeutas e explicar as diferenças entre TAA e AAA.

Rádio RH recebe Projeto Pêlo Próximo

A Rádio RH recebeu nesta terça - feira(22/09) o Projeto Pêlo Próximo. Em entrevista no programa Espaço Bem Viver, Roberta Araújo, coordenadora do projeto, e a Dra. Magali Araújo, fisioterapeuta, contaram como esta bela iniciativa começou. O Projeto Pêlo Próximo tem como missão a importância do trabalho da pet terapia. Não deixe de conferir este super bate papo!

A entrevista vai ar ar no dia 27/09 às 09h20.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Veja como foi a visita no Centro de Convivencia para Terceira Idade realizada neste sábado (18/09)

Os idosos do Centro de Convivência da Terceira Idade - CAMP, em Jacarepaguá, receberam neste sábado (18/09) a visita especial dos pets "doutores" do Projeto Pêlo Próximo-Solidariedade em 4 patas. O encontro teve por objetivo promover uma tarde de interação entre os animais e os idosos através de exercícios fisioterápicos com bolinhas, escovação de pelos e contato com o animal.

O trabalho do grupo, que conta hoje com um staff de 23 cães, 2 calopsitas, 1 agaporni e 30 voluntários, é
proporcionar uma tarde de alegria, realizando atividades com animais e visitados, apresentação de agility, show dog, boliche, futebol, contato direto com o animal e exercícios com arco, escovação e exercícios para estimular o raciocínio e trabalhar a motricidade fina dos pacientes. 

- “Nossa proposta é realizar um trabalho diferente trazendo para o centro das atenções o animal, que é o nosso principal instrumento de trabalho. Em cada visita, procuramos realizar um exercício diferente, adaptando o grau de dificuldade para cada situação. Esses animais promovem verdadeiros milagres, eles mudam completamente a rotina de nossos visitados, estimulam o exercício, o raciocínio e principalmente recuperam a auto-estima dos pacientes". – afirma a coordenadora do projeto Roberta Araújo.





sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Centro de Convivência da Terceira Idade recebe neste sábado visita do Projeto Pelo Próximo


Os idosos do Centro de Convivência da Terceira Idade - CAMP, em Jacarepaguá, receberão neste sábado (18/09) a partir das 15h00, uma visita especial dos pets "doutores" do Projeto Pêlo Próximo-Solidariedade em 4 patas. O encontro tem por objetivo promover uma tarde de interação entre os animais e os idosos através de exercícios fisioterápicos com bolinhas, escovação de pelos e de motricidade com arco.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pêlo Próximo no Curso de Adestramento para Cães Terapeutas 2010 do Inataa

Roberta Araújo e a Dra. Luciana no Inataa. Foto Inataa

Nos dia 04, 05 e 06 de Setembro, o Inataa, nosso parceiro em Sampa, realizou o Curso de Adestramento para Cães Terapeutas de 2010. Participaram profissionais e voluntários envolvidos com projetos de AAA e TAA de PE, RN, RJ, RS, MG E SP.

Por se tratar de um curso de extrema importância para o bom desenvolvimento do nosso trabalho, o Projeto Pêlo Próximo marcou presença, enviando duas representantes, a coordenadora geral Roberta Araújo e a terapeuta ocupacional Dra. Luciana Pellagaggi.

"Sem dúvida, forma 3 dias de aprendizagem e troca de idéias maravilhosos. As meninas do Inataa são fantasticas. Com certeza, marcaremos presença nos próximos cursos"  - finaliza Roberta.

Abaixo postamos o texto publicado sobre o curso no blog do  Inataa:

O último feriado da Independência começou muito bem, na manhã de sábado alunos e equipe INATAA se reuníam para o evento esperado do mês, o Curso de Adestramento para Cães Terapeutas!
Recebemos com muita alegria alunos de todo o país. Mais uma vez tivemos várias presenças interestaduais de PE, RN, RJ, RS, MG e, claro, também daqui de SP. Foi uma turma muito interessante formada por diversos tipos de profissionais e voluntários envolvidos com projetos de A/E/TAA, e também por seus cães.
Foi com grande prazer também que recebemos Roberta e Luciana, profissionais do Projeto Pêlo Próximo, do Rio de Janeiro, com quem mantemos o contato através da internet e tivemos grande alegria em conhecer pessoalmente nestes três dias de curso!
A casa, cedida por uma de nossas voluntárias (obrigada mais uma vez Ana!), supriu todas as nossas necessidades e abrigou professoras, alunos, equipe INATAA e cães, durante os dias de curso. Os cães se sentiram muito a vontade e, em pouco tempo, estavam relaxados enquanto seus donos assistiam às aulas.
O primeiro dia começou com uma apresentação sobre o INATAA e as professoras Kátia Aiello e Carla Venturelli. A introdução à Terapia Assistida por Cães deu início às aulas do curso, os profissionais que já trabalham com TAA puderam rever alguns conceitos enquanto os outros puderam receber primeiras informações sobre o tema.
O perfil do cão terapeuta ideal foi o segundo tema abordado, muito importante para a aula que seguia, a Avaliação do Cão Terapeuta. Este tópico é senão o mais importante dentre todos os abordados, pois todo o sucesso de um projeto pode vir a ruir se seus cães forem mal avaliados. Precisamos estar 100% seguros quanto às reações do cão, elas devem estar de acordo com o trabalho que será desenvolvido e ele não deve oferecer nenhum risco aos pacientes que vamos atender.
Após o almoço, a primeira aula sobre Socialização de Cães. Os alunos aprenderam sobre a matilha, como formá-la da melhor maneira e os comportamentos sociais dos cães. Dentro deste tema Kátia e Carla também abordaram as possíveis dificuldades encontradas pelo socializadores, como evitar e separar brigas e se tornar o líder da matilha.
O primeiro dia terminou com um bate-papo entre os alunos, que apresentaram para o grupo seus projetos e envolvimento com A/E/TAA. A troca de experiências foi muito interessante e pudemos nos conhecer melhor.
O segundo dia foi o de trabalho prático de adestramento e treinamento com reforço positivo. Foi a vez da diretora de TAA do INATAA, Fátima Neves, entrar em ação para a aula de Condicionamento e Princípios do Clicker. Todos puderam aprender como um pequeno som pode ajudá-los a capturar comportamentos desejados dos seus cães, além dos comandos básicos para a Terapia Assistida por Cães.
Observação da socialização
O terceiro e último dia teve início com a Prática de Socialização. Os alunos tinham como tarefa observar e anotar suas impressões sobre a matilha trazida pelas professoras e como elas inseriram os novos cães nela. Foi uma atividade muito interessante para entender melhor o comportamento social dos cães, os graus de hierarquia e as diferenças entre cães castrados x não castrados.

As últimas aulas foram dedicadas à utilização e aplicação de exercícios para as várias áreas de trabalho que podem se utilizar da A/E/TAA. Os alunos criaram exercícios com o uso dos cães para fisioterapia, psicoterapia, terapia ocupacional, enfermagem, educação e fonoaudiologia.
Gostaríamos de agradecer imensamente a presença de todos os alunos e colaboradores! É com muita satisfação que terminamos o curso sabendo que os trabalhos de A/E/TAA serão expandidos e que novos projetos surgirão! A troca de experiências e informações foi muito rica. Nós do INATAA acreditamos que a união e o “agregar” entre os profissionais e voluntários é essencial para atingirmos o objetivo maior da expansão dos trabalhos de terapia envolvendo a interação homem-animal. E com certeza este foi mais um pequeno passo para atingirmos este objetivo.
Muito obrigada também a todos que nos apoiaram enviando links através do fecebook, twitter, orkut, email ou indicando o curso para amigos!
Um grande abraço a todos, e nos vemos em breve!
Equipe INATAA
 
A turma toda reunida

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Projeto Pêlo Próximo em destaque na Revista Estação Noticia

Foi com grande alegria que recebemos a edição da Revista Estação Notícia do mês de Setembro. O Projeto Pêlo Próximo foi matéria de capa, com o título "É o bicho! Descubra como um animal de estimação pode melhorar a sua saúde. Abaixo, segue o link da revista com a matéria na íntegra:

Revista Estação Noticia: http://www.metrorio.com.br/estacao_noticia/revista.htm

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Convívio com animais favorece o sistema imunológico e reduz o estresse

Acariciar um cão pode elevar os níveis de anticorpos que evitam a proliferação de vírus e bactérias


A convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. A conclusão tem como base a revisão de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades. Os cientistas destacam, por exemplo, a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. O objetivo do mapeamento, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), era enfatizar informações relevante s e pouco conhecidas sobre os benefícios sociais, psicológicos e físicos na relação entre o homem e o animal.
De acordo com o levantamento, as vantagens independem da idade. Os pesquisadores da USP citam, por exemplo, um trabalho que identificou vários benefícios aos bebês que convivem com cães. Certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em crianças de um ano quando expostas precocemente à presença de um cão. Segundo a pesquisadora Carine Savalli Redígolo, este trabalho mostra que o convívio possibilita aos bebês ficar menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. “Também foi observada a redução de rinites alérgicas por volta dos 4 anos e dos 6 aos 7, devido à redução da imunoglubina E, um anticorpo que quando em altas concentrações sugere um processo alérgico”, afirma. De acordo com a pesquisa ainda há resistência de pessoas com filhos pequenos adquirirem um animal de estimação: 44% das residências que têm pelo menos um pet são de casais com filhos jovens ou adolescentes; este número cai para 16% quando se trata de famílias com crianças até 9 anos. Um gesto simples pode trazer importantes efeitos ao sistema imunológico de pessoas de qualquer idade. “Acariciar um cão pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, sendo importante na prevenção de várias patologias. Este resultado se deve, possivelmente, ao relaxamento que o contato com o animal proporciona”, explica Carine.
Outros estudos identificados pelos pesquisadores da USP também avaliaram as taxas de sobrevivência, no ano posterior a um infarto agudo do miocárdio, em donos de cães, gatos e outros animais de estimação e em pessoas que não possuíam bichos. Segundo os pesquisadores, depois de determinado período, verificou-se que a posse de um cão contribuiu significativamente para a sobrevivência dos pacientes, pelo menos no ano seguinte ao incidente. Já no controle de hipertensão arterial, os estudos também apontam benefícios. Profissionais que viviam em condições de estresse e faziam controle do problema com medicação foram divididos em dois grupos: os que tinham cachorro ou gato e os que não possuíam animais. A pesquisadora Maria Mascarenhas Brandão afirma que, seis meses depois do início do monitoramento, foi constatado que as taxas de pressão sanguínea diminuíram para ambos os grupos. Entretanto, nas situações geradoras de estresse a resposta foi melhor para os donos de cães. Além disso, este grupo aumentou significativamente suas taxas de acertos em contas matemáticas, em relação àqueles que não possuíam os animais.
 Fonte: Blog do Inataa

sábado, 11 de setembro de 2010

Centro médico dos Estados Unidos ‘contrata’ cachorro terapeuta

Jack, terapeuta que atende na Clínica Mayo, 
   nos EUA (Foto: Clínica Mayo / divulgação)
   



 
Jack não é formado em medicina nem pode ser qualificado como enfermeiro. Mas dá expediente todos os dias em um dos centros médicos mais importantes dos Estados Unidos, ainda que tenha apenas 9 anos de idade. Além da tenra idade e da falta de formação profissional específica, ocorre que Jack é um cachorro. O pinscher integra a equipe de tratamento da Clínica Mayo, ajudando os pacientes em atividades físicas, reabilitação e terapia da fala. Bicho de estimação de Márcia Fritzmeier, funcionária da clínica, Jack visita de 8 a 10 pacientes diariamente.

“Por que utilizamos um animal na terapia de pacientes da Clínica Mayo? Porque funciona!”, diz Brent Bauer, do departamento de medicina complementar e integrativa da Mayo. “Quase todos os pacientes se sentem melhor depois de uma visita de um cachorro como Jack. Mais que isso, estudos científicos têm comprovado que esse tipo de terapia pode reduzir a dor em crianças, ajudar a alcançar melhores resultados no tratamento de adultos hospitalizados com insuficiência cardíaca e reduzir o uso de medicamentos em pacientes idosos.”

Com base nessas constatações, Edward Creagan, do departamento de oncologia da instituição, elaborou a pesquisa “Dimensão da Cura por Animais de Estimação”. O trabalho, um ensaio acadêmico, virou a base para uma espécie de homenagem a Jack: o “primeiro animal em serviço na Mayo”, como é qualificado pela instituição, inspirou um livro infantil, “Dr. Jack”. Barbara Bush, ex-primeira dama dos EUA e uma das curadoras da clínica, escreveu o prefácio.

Fonte: Cachorro Blog